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56 Estudantes do Ensino Superior vão para Lisboa no verão

 

O GAES e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa voltam a levar para a capital portuguesa 56 alunos, residentes do território, para aprender português durante um mês. Na terceira edição, o programa está aberto não só a alunos com conhecimentos da língua, mas também àqueles que demonstrem interesse em aprender e frequentem um curso intensivo de 50 horas, ministrado pelo IPOR

 

Susana Diniz

 

Pela terceira vez, o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) organiza, em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, uma acção de formação para estudantes do ensino superior intitulada “O Ser e o Saber da Língua Portuguesa – Curso de Verão em Lisboa”. À semelhança do ano passado, o programa disponibiliza 56 vagas, na capital portuguesa, em Julho e Agosto deste ano, só disponíveis para os melhores alunos candidatos.

“Pretendemos reforçar o interesse dos estudantes do Ensino Superior de Macau em aprender língua portuguesa”, afirmou Io Iok Fong, chefe funcional do GAES, acrescentando que outros objectivos são também encorajar mais estudantes para o estudo contínuo da língua e cultivar o interesse e a capacidade linguística dos estudantes.

O curso está aberto a alunos residentes do ensino superior do território ou no exterior, com ou sem conhecimentos de português. Nesta edição, cujas inscrições se iniciaram ontem, o GAES alargou a área dos destinatários dividindo-os em dois grupos, consoante os estudantes tenham ou não conhecimentos básicos de português. No primeiro grupo, os candidatos terão que apresentar um comprovativo em como frequentaram pelo menos 200 horas de língua portuguesa, passar numa entrevista e num exame da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa realizado pelo IPOR. Os 16 melhores viajarão até à capital portuguesa.

No segundo grupo de destinatários, o GAES e o IPOR disponibilizaram 200 vagas (100 para os estudantes que estão em Macau e outra centena para os que estudam no exterior) em três cursos básicos de onde sairão os 40 finalistas que participarão no curso da Universidade de Lisboa. São cursos intensivos de 50 horas a realizar no Ano Novo Chinês, na Páscoa e em Junho.

Os 56 estudantes serão divididos em dois grupos com 28 alunos cada que terão aulas em Lisboa em Julho ou Agosto. Cada estudante terá que pagar três mil patacas, ficando os restantes custos a cargo do Governo do território. Vong Ut Peng, chefe funcional do GAES, esclareceu que o governo assegura o bilhete de avião, propinas, bem como disponibiliza uma verba para fazer face às despesas de alojamento, alimentação e transporte.

Terminado o curso na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, todos os alunos terão que realizar um exame, no qual deverão ter uma classificação superior a 75% e, à chegada a Macau, deverão entregar um relatório. Só depois receberão um certificado emitido por aquele estabelecimento de ensino.

“Pretende-se que os estudantes possam aprender português e conhecer a história e a cultura portuguesas, bem como aumentar a sua capacidade nesta língua através do ambiente de aprendizagem, livre e interessante”, referiu Vong Ut Peng.

Além da formação académica, a deslocação a Portugal inclui visitas a locais históricos e outras atividades lúdicas que contemplem a aprendizagem da língua.