
Gabriel Tong diz que o novo curso poderá oferecer pelo menos 40 vagas
O novo curso bilingue da Faculdade de Direito da Universidade de Macau já está estruturado e viu a sua organização científico-pedagógica ser aprovada, pelo que deverá ter início em Setembro, quando arrancar o próximo ano lectivo, disse ao JTM Gabriel Tong. Segundo o vice-director daquela Faculdade já está assegurado um núcleo de professores para leccionar Direito em português e chinês
Fátima Almeida
Depois da aprovação pelo Conselho da Universidade de Macau (UM), publicada em Boletim Oficial, a licenciatura bilingue (Português-Chinês) em Direito estará em condições para avançar no próximo ano lectivo, disse ao JTM o vice-director da Faculdade de Direito da UM. Gabriel Tong referiu que grande parte do pessoal docente já está definido, uma vez que este projecto de ter um curso leccionado nas duas línguas vem vindo a ser pensado há pelo menos dois anos.
“Nós estamos à espera de abrir o curso no próximo ano lectivo, ou seja, em Setembro. Ainda estamos a tratar de alguns processos, como por exemplo, preparar informações para os alunos, mas a maior parte dos professores já estão prontos”, deu conta o vice director da Faculdade de Direito da UM que prepara o novo modelo de curso.
Apesar de todos os indicadores apontarem para que a licenciatura esteja a funcionar dentro de pouco mais de meio ano, Gabriel Tong disse que não pode deixar garantias. “Provavelmente abre no próximo ano, mas não o garanto”, referiu explicando que os professores para este curso são os que já estão afectos à universidade. “O processo de recrutamento está a ser feito há um ano. Ou seja, o recrutamento anual esteve a ser realizado com o objectivo de termos professores que pudessem servir este curso bilingue. Agora, a Universidade e a Faculdade têm de coordenar, e tal tem de ser o director a fazê-lo”.
A capacidade de acolhimento vai depender da motivação dos alunos para estudar Direito, mas espera-se que o curso possa abrir cerca de 40 vagas por ano. “Depende do interesse dos alunos, mas temos capacidade para 40 ou mais, que é um número que temos neste momento”, afirmou Gabriel Tong.
Este curso, que obriga a que um aluno que tenha como língua principal o português complete pelo menos 40 por cento das disciplinas obrigatórias de Direito em chinês, impulsionará a convivência das duas culturas. “De acordo com o plano original temos várias finalidades, por exemplo, dar mais oportunidades para que os alunos aprendam Português. Será também possível um intercâmbio entre os cursos dados em Chinês e Português. Este é um método muito novo”, descreveu o mesmo responsável.
De acordo com a organização científico-pedagógica aprovada, a licenciatura, com uma duração de cinco anos, é composta por um grupo de disciplinas obrigatórias e um grupo de disciplinas opcionais, ambas leccionadas em chinês e português. Além de terem de completar 40 por cento das disciplinas obrigatórias na língua oposta à principal, os alunos deverão ainda eleger as disciplinas opcionais dentre de duas listas, uma no âmbito de Prática Jurídica e outra das Ciências Jurídicas, as quais constituem igualmente parte do programa curricular.
Nas disciplinas opcionais os alunos podem obter um número máximo de 25 créditos nas de Prática Jurídica e de 21 créditos nas de Ciências Jurídicas. Para completar o curso leccionado em chinês e português é necessário acumular um total de 164 créditos com aprovação em todas as respectivas disciplinas.



