No presente trimestre, dois centros de cuidados especiais diurnos passarão a prestar serviços “inovadores” para os cuidadores, que consistem num modelo de “acolhimento temporário e formação”. Os cuidadores poderão receber formação em técnicas de cuidados, enquanto os centros oferecem serviço de acolhimento temporário para as pessoas cuidadas, revelou o IAS
Durante o corrente trimestre, o Instituto de Acção Social (IAS) vai iniciar os serviços inovadores relativos ao “acolhimento temporário e formação”, destinados aos cuidadores, em dois centros de cuidados especiais diurnos, os quais servirão como pontos de demonstração. Segundo adiantou o IAS, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Lee Koi Ian, no âmbito destes “serviços inovadores”, promovidos em cooperação com instituições particulares, os cuidadores podem, de acordo com as suas próprias necessidades e horas, participar nos cursos de formação específicos criados pelos centros.
“Durante o período de formação, os centros oferecem serviços de acolhimento temporário para as pessoas cuidadas, permitindo assim que os cuidadores possam ter formação de forma tranquila, enriquecendo o seu conhecimento e técnicas de cuidados”, descreveu.
Além disso, o organismo lembrou que está planeada a criação de um centro de apoio a cuidadores na Zona Norte ainda em 2026. Através do estabelecimento de um mecanismo especializado de gestão de casos de cuidados, serão definidos planos de cuidados personalizados ou adaptados ao agregado familiar, para proporcionar aos cuidadores serviços como formação de técnicas, apoio emocional e acompanhamento de casos, salientou.
O IAS antevê que este tipo de centro chegará gradualmente às diversas zonas do território, “promovendo as famílias de cuidadores para criar a rede de entreajuda”.
Em resposta a outra interpelação escrita relacionada com os cuidadores, da deputada Loi I Weng, o mesmo organismo salientou o objectivo de, através deste centro, “orientar o respectivo agregado familiar sobre as medidas a serem tomadas e os recursos disponíveis para serem utilizados nas diferentes fases do processo de prestação de cuidados”, vincando a convicção de que o projecto contribuirá para aliviar o stress físico e psicológico dos cuidadores.
O organismo liderado por Hon Wai reconhece que existem “sugestões da sociedade sobre a adequada diminuição do limiar de candidatura para o subsídio para cuidadores”. Nesse domínio, o IAS garantiu que o Governo “irá proceder a uma análise aprofundada que servirá de referência para a optimização do regime de subsídio para cuidadores”.
De acordo com o IAS, a pressão e as necessidades de apoio enfrentados pelas famílias dos cuidadores “variam de caso para caso” e “revestem-se de um elevado dinamismo, sendo influenciadas por múltiplos factores, tais como as alterações do estado de saúde da pessoa cuidada e do cuidador, a situação económica da família, a capacidade de apoio dos membros da família e o acesso a serviços de apoio”.
Na resposta a Lee Koi Ian, o IAS destacou ainda que, além de ter vindo a divulgar o conceito de “pessoa carinhosa” e formar “guardiões da vida”, continua a promover o Curso de Primeiros Socorros de Saúde Mental para os residentes. Para além dos cursos básicos, também existem programas direccionados para os jovens, idosos e instrutores, no sentido de permitir que os trabalhadores da linha da frente do âmbito de serviços sociais e os residentes dominem melhor o conhecimento sobre a saúde mental, as técnicas de identificação do estado emocional dos outros, de intervenção básica e de apoio.
Por outro lado, o IAS referiu a Loi I Weng que, no futuro, os Serviços de Saúde vão continuar a colaborar na criação do “Posto de Saúde Comunitário para Idosos” em instalações como centros do dia para idosos, entre outros estabelecimentos, para lhes proporcionar avaliações de saúde adequadas e aconselhamento de saúde individualizado, “promovendo, em conjunto, o envelhecimento saudável”.



