Depois do Ano Novo Lunar terá início um trabalho de registo sobre o estado de conservação dos templos, informou o Instituto Cultural

 

O Instituto Cultural (IC) espera contar com a colaboração dos gestores dos templos no processo de registo sobre o estado de conservação dos templos. Segundo o organismo, este projecto, a realizar após o Ano Novo Lunar, visa “contribuir para a melhoria do ambiente e para o aumento da segurança contra incêndios nos templos e assim permitir a preservação do valor cultural dos mesmos”.

A mensagem foi transmitida durante a primeira reunião deste ano sobre a prevenção de incêndios, protecção ambiental e gestão dos templos. Representantes do organismo agradeceram aos gestores pela “colaboração e dedicação à salvaguarda dos templos ao longo do ano passado”, mas relembraram a obrigação de “consultar previamente o IC antes da realização de quaisquer obras, incluindo aditamento de elementos, vedações, construção de paredes, alteração da cor das paredes, substituição de portas e janelas, ou substituição de telhas”. Isto porque tais obras carecem do aval do Governo, caso contrário, os envolvidos incorrem em responsabilidade legal.

Durante o Ano Novo Lunar serão destacados funcionários do IC para os templos a fim de “proceder ao registo das respectivas condições de uso, e de manter o contacto com os gestores relativamente à situação e às necessidades reais, colaborando assim com os gestores no sentido de melhorar o ambiente dos templos, e optimizar a gestão dos mesmos em sintonia com o valor cultural destes locais”.

Já o Corpo de Bombeiros pediu “especial atenção” à segurança contra incêndios durante as alturas mais intensas de queima de incensos.

Por sua vez, representantes dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) apelaram aos gestores para reforçarem o trabalho de protecção, gestão e promoção de rituais com uma vertente “cada vez mais ecológica”.

Durante este período o Governo continuará a supervisionar a implementação da medida que obriga a apagar os incensos nos interiores dos templos durante a noite e a desligar todas as fontes de energia eléctrica. Além disso, irá “reforçar a aplicação da legislação relativamente às obras ou intervenções não autorizadas em templos, pelo que os gestores dos templos deverão cumprir rigorosamente as disposições da Lei de Salvaguarda do Património Cultural”.