A Assembleia Legislativa deverá receber hoje um pedido de debate dos deputados Sulu Sou e Pereira Coutinho que pretendem apurar junto do Governo se há ou não necessidade de construir um crematório em Macau
Deverá dar entrada hoje na Assembleia Legislativa (AL) mais um pedido de debate sobre a necessidade de construir um crematório em Macau, noticiou a Rádio Macau. A intenção é assinada por Sulu Sou e Pereira Coutinho – que no domingo apoiaram uma acção de protesto contra a construção daquela instalação no Cemitério Sa Kong, na Taipa.
Este será o segundo pedido de debate sobre o tema, depois de uma iniciativa semelhante apresentada por Agnes Lam. O pedido da deputada deu entrada na AL a 26 de Junho, dia em que o projecto da construção do crematório foi suspenso pelo Governo devido às críticas dos moradores que se mostraram contra a proximidade do crematório.
“Sabe-se que a localização do crematório, não importa onde, vai inevitavelmente originar oposição dos moradores da zona, atendendo a que Macau é pequena e populosa. A tomada de qualquer decisão por parte do Governo deve ter por base a recolha de dados e uma fundamentação detalhada”, defende Agnes Lam, no pedido de debate.
No mesmo documento, a deputada quer saber se o território tem ou não necessidade de construir um crematório. Uma questão que procura ver respondida pelos representantes do Governo, em sede de Plenário.
No mesmo documento publicado na página oficial da AL, Agnes Lam critica o facto do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) apenas ter confirmado a intenção de erguer um crematório naquele cemitério da Taipa a dois dias para o fim do prazo de recolha de opiniões sobre a planta de condições urbanísticas relativamente ao terreno junto à Estrada da Ponta da Cabrita. “Aquando da divulgação da planta por parte da DSSOPT, o IACM ficou em silêncio e nada disse sobre o crematório, e numa reunião do Conselho Consultivo dos Serviços Comunitários das Ilhas, realizada à porta fechada, limitou-se a adiantar, por alto e sem mencionar o Cemitério Sá Kong, que o ‘crematório ia ficar afastado das zonas habitacionais da Taipa”, criticou Agnes Lam.



