Os empréstimos em dívida não pagos pelas pequenas e médias empresas desceram quase um quinto entre a primeira e a segunda metade de 2022, fixando-se em 560,6 milhões de patacas, segundo dados oficiais
O balanço relativo aos empréstimos bancários em dívida não pagos pelas pequenas e médias empresas (PME) da RAEM cifrou-se em 560,6 milhões de patacas no final de 2022, o que corresponde a um decréscimo de 19,4% em relação aos 695,9 milhões contabilizados no final do primeiro semestre do ano passado. Por outro lado, o crédito malparado no final de Dezembro reflecte uma subida de 10,1% em termos anuais e continua a representar mais do triplo do montante registado no segundo semestre de 2019, o último antes da pandemia, quando as dívidas não pagas das PME atingiam cerca de 165,6 milhões, segundo dados da Autoridade Monetária (AMCM) analisados pelo Jornal TRIBUNA DE MACAU.
O rácio das dívidas não pagas (ou seja do balanço dos empréstimos com liquidações em atraso para o crédito concedido às PME) situou-se em 0,7% no final de Dezembro. De acordo com a AMCM, este rácio decresceu 0,2 pontos percentuais face ao final de Junho de 2022 e subiu 0,1 pontos no intervalo de um ano.
Os dados oficiais mostram que o novo limite do crédito aprovado às PME na segunda metade de 2022 sofreu uma descida de 0,5% para 7,5 mil milhões de patacas em relação ao semestre anterior, e uma quebra anual de 37,9%. O rácio de garantia – a proporção de limite de crédito com activos corpóreos prometidos – situou-se em 55,1%, traduzindo descidas de 13,6 e 16,3 pontos percentuais no espaço de seis meses e um ano, respectivamente.
Por outro lado, o balanço utilizado dos empréstimos concedidos às PME (85,2 mil milhões de patacas) aumentou 1,4% face ao primeiro trimestre de 2022, mas caiu 8,1% na variação homóloga. Entre os finais de Junho e Dezembro do ano passado, os empréstimos concedidos aos sectores dos “restaurantes, hotéis e similares” e “comércio por grosso e a retalho” aumentaram 11,3% e 5,9%, respectivamente. Em contrapartida, o crédito bancário canalizado para o sector dos “transportes, armazéns e comunicações” recuou 4,0% em termos semestrais.
Segundo a AMCM, a taxa de utilização, definida como a proporção do balanço relativo aos créditos em dívida para o limite do montante total aprovado, atingiu 81%, mais 3,1 pontos do que em Junho de 2022 e menos 0,7% face a Dezembro de 2021.
S.T.



