O montante dos novos empréstimos para habitação desceu um quarto entre Janeiro e Fevereiro, segundo dados oficiais
O valor dos novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos de Macau atingiu 2,13 mil milhões de patacas em Fevereiro, traduzindo uma descida mensal de 24,9%, que se segue à quebra de 18,3% registada entre Dezembro e Janeiro. Já em comparação com Fevereiro de 2020 verificou-se uma subida de 47,8%, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).
Os empréstimos concedidos a residentes representaram 99,7% do total em Fevereiro, mas desceram 23,9% no intervalo de um mês. Já o crédito para não residentes decresceu 85,6%.
Entre Dezembro de 2020 e Fevereiro de 2021, o valor médio mensal dos novos empréstimos hipotecários para habitação atingiu 2,8 mil milhões, correspondendo a uma descida de 8,5% em comparação com o período anterior (de Novembro a Janeiro).
As estatísticas oficiais indicam ainda que os empréstimos para alienação de fracções autónomas em edifícios em construção decresceram 26,6% para 236,9 milhões de patacas, em relação ao mês anterior. Contudo, em termos anuais, registou-se um acréscimo de 6,5%.
Por outro lado, de acordo com a AMCM, os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias decresceram 54,4% para 1,64 mil milhões entre Janeiro e Fevereiro, com os residentes a absorverem 93,5% do total. A variação anual aponta para uma quebra de 55,3%.
Segundo os mesmos dados, entre Dezembro e Fevereiro, a média mensal do crédito para actividades imobiliárias cifrou-se em 2,4 mil milhões, menos 2,8% do que no período de Novembro a Janeiro.
No final de Fevereiro, o saldo bruto dos empréstimos para habitação atingiu 235,5 mil milhões, crescendo 0,1% face ao mês anterior e 2,0% em relação ao período homólogo de 2020. O rácio das dívidas não pagas manteve-se inalterado em 0,25%, quando comparado com o mês anterior, mas decresceu 0,01 pontos no intervalo de um ano.
No crédito para actividades imobiliárias, o saldo bruto diminuiu 4,3% em relação a Janeiro e 11,6% face a Fevereiro de 2020, atingindo 159,6 mil milhões. O rácio das dívidas não pagas situou-se em 0,53%, reflectindo aumentos de 0,02 e 0,07 pontos em relação ao mês anterior e ao final de Fevereiro de 2020, respectivamente.



