Este ano celebra-se o 15º aniversário do Centro de Indústrias Criativas, que irá realizar uma exposição entre 28 de Agosto e 22 de Setembro onde os artistas questionam o futuro. Até lá, o público pode esperar por uma mostra de vídeos submetidos em anos anteriores ao concurso “Sound & Image Challenge”
Salomé Fernandes
O Centro de Indústrias Criativas (“Creative Macau”) celebra este ano 15 anos, uma data que será marcada com a exposição “Open Future” (Futuro em Aberto, em português). A mostra é colectiva e vai decorrer entre 28 de Agosto e 22 de Setembro.
A coordenadora Lúcia Lemos indicou à TRIBUNA DE MACAU que nestes anos se atingiram os objectivos propostos, salientando ser um projecto que “contribui e ajuda as indústrias criativas, na descoberta de novos criativos quer na estabilidade de outros que já têm uma carreira”. E acrescentou a vontade de dar continuidade ao projecto, focado em Macau e sem orientação de mercado internacional.
“Já fizemos 15 anos e continuamos abertos a novas ideias, que partem de nós próprios como organização e de ideias dos membros. E por vezes são as circunstâncias que proporcionam novos projectos”, comentou relativamente ao tema da exposição. De entre a lista de artistas participantes encontram-se Ricardo Meireles, Laura Che e Arlinda Frota.
A mostra desafia os membros da “Creative” a questionarem-se sobre o que o futuro reserva e como se pode mudar o futuro. As suas respostas vão ser apresentadas em diferentes formatos, seja escultura, pintura, instalação, fotografia ou poemas.
Para além do aniversário, está a ser organizada uma exposição para se seguir à de Agostinho Fernandes que se encontra de momento aberta ao público. Entre 26 de Julho e 24 de Agosto o espaço será ocupado por mostras dos filmes vencedores das edições anteriores da competição “Sound & Image Challenge”. Vão ser projectados vídeos de curtas-metragens, animação, anúncios, ficção, documentários e videoclips de diferentes categorias do concurso, na “Creative Macau”.
Este evento serve de antecipação ao festival de cinema que decorrerá em Dezembro, sendo que os trabalhos submetidos a concurso na edição de 2018, que ultrapassaram os 4.000, estão a ser visualizados para se verificar se obedecem às regras do regulamento, antes de seguirem para avaliação do júri.



