O número de toxicodependentes identificados em Macau caiu no primeiro semestre deste ano, mas a percentagem de jovens que consomem “ice” subiu para 55,6%. Dados oficiais mostram ainda que a despesa média mensal com drogas cresceu 36,4%
O Sistema de Registo Central dos Toxicodependentes de Macau integrava 311 pessoas no primeiro semestre deste ano, número que sofreu um decréscimo de 16,8% comparativamente ao período homólogo de 2016 e que inclui os casos de assistência por várias entidades e cujos dados foram comunicados ao Instituto de Acção Social (IAS).
De acordo com as informações divulgadas após uma sessão plenária da Comissão de Luta contra a Droga, o número de jovens toxicodependentes registados (16 a 20 anos) também diminuiu 5,6% para 17, face à primeira metade de 2016, no entanto, o consumo de “ice” nesta camada da população continua a preocupar o IAS. O “ice” manteve-se como a droga mais consumida pelos jovens, aumentando para 55,6%, mais oito pontos percentuais em relação aos 47,4% entre Janeiro e Junho de 2016.
Atendendo a esta subida no consumo de “ice”, o IAS, em colaboração com instituições particulares, lançou uma página electrónica específica para aumentar os conhecimentos dos jovens em relação aos malefícios dessa droga.
Em termos globais, o “ice” também voltou a ser a droga preferida, representando 30,4% do total dos consumidores nos primeiros seis meses, no entanto, a sua proporção recuou 4,6 pontos percentuais no intervalo de um ano.
Outro dado preocupante envolve a média da despesa mensal do consumo de drogas, que assinala um acréscimo de 36,4% para 10.218 patacas, em relação ao período homólogo de 2016.
Quanto ao local para consumo, mais de 70% dos toxicodependentes praticaram o vício no próprio domicílio, em casa de amigos e hotéis, facto que, segundo o IAS, demonstra que “a camuflagem do consumo de drogas continua a existir”. Ainda assim, os casos de consumo em karaokes e discotecas subiu 28%.
Estes números resultam do registo voluntário de pessoas e de informações fornecidas por 18 entidades, incluindo Polícia Judiciária, Corpo de Polícia de Segurança Pública e organizações não-governamentais, “mas não reflecte a população toxicodependente de Macau”, ressalvou em conferência de imprensa a chefe do departamento de Prevenção e Tratamento da Dependência do Jogo e da Droga do IAS, Hoi Va Pou.



