A Divisão de Tratamento da Toxicodependência e Reabilitação do IAS recebe em média entre 500 e 600 pedidos de ajuda por ano. Segundo o organismo, o consumo de novos estupefacientes faz com que a percepção do vício seja mais tardia
Rima Cui
No ano passado, o Instituto de Acção Social (IAS) registou pouco mais de 500 pedidos de ajuda contra a droga, o que para a chefe do Departamento de Prevenção e Tratamento da Dependência do Jogo e da Droga significa que cada vez mais entidades privadas apoiam o combate à toxicodependência.
Lei Lai Peng apontou que entre os toxicodependentes sinalizados no sistema de registo central, 4,6% têm idade inferior a 21 anos. Entre esses, 70% escolhem consumir droga em sítios considerados mais “ocultos”. Em concreto, o consumo em casa de amigos ou em discotecas é o mais frequente, representando 70% dos casos.
Além disso, Lei Lai Peng alertou para uma tendência de aumento do consumo de novos estupefacientes e um afastamento de drogas tradicionais como a cocaína e a heroína, actualmente mais consumidas por pessoas de mais idade. “Quando consomem drogas novas, os toxicodependentes pode nem se aperceber logo do vício, pelo que os pedidos de ajuda atrasam-se”, salientou.
A responsável apontou ainda que um dos focos do trabalho neste âmbito passa pela colaboração com associações, clínicas e escolas para reforçar a sensibilização além de descobrir casos escondidos o mais cedo possível. Nesse sentido, revelou Lei Lai Peng, tem aumentado o número de casos encaminhados pelas clínicas.
Actualmente, está em curso uma consulta pública sobre a proposta de revisão da Lei de Controlo de Migração que prevê a entrada e saída livre de menores excepto no caso de receberem uma declaração dos pais que vá no sentido contrário. No entanto, durante uma das sessões públicas, alguns pais pediram que os menores só possam entrar e sair do território com declarações dos encarregados de educação.
Sobre essa situação, associada também ao consumo de droga em Zhuhai por parte de residentes menores de idade, Lei Lai Peng afirmou que o IAS tem uma mente aberta, esperando que seja encontrado um equilíbrio entre a vontade das autoridades de segurança e dos progenitores.
Lei Lai Peng falava à margem do lançamento da obra ilustrada “A tentação da gasolina” e uma série de actividades a ela alusiva que têm como objectivo pôr em prática a iniciativa “Promessa de combate à droga a partir de casa”. Este ano serão distribuídos 2.500 exemplares para os representantes dos encarregados de educação que solicitarem o livro.



