A vida e obra de Rodrigo Leal de Carvalho estarão hoje em destaque num congresso online que reunirá vários académicos
Vários investigadores participam hoje num congresso online para reflectir sobre a vida e a obra literária do romancista e juiz Rodrigo Leal de Carvalho, tão associadas a Macau, e homenagear o autor, que faleceu no dia 24 de Janeiro deste ano aos 93 anos de idade. Organizado pelo Centro de Humanidades (CHAM) e Centro de Estudos Ingleses, de Tradução e Anglo-Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e pela Universidade de Veneza – Ca’Foscari, o evento, que decorrerá através da plataforma Meet do Google, insere-se no âmbito do Seminário Permanente de Estudos sobre Macau, projecto impulsionado por Rogério Miguel Puga.
O congresso arranca pelas 14:00 de Lisboa (21:00 em Macau), com a presença de Dora Gago, Mónica Simas e Rogério Miguel Puga na sessão de abertura. O programa inclui a apresentação do livro “Dois Olhares sobre a Obra de Rodrigo Leal de Carvalho” (2026), de Anabela Freitas e Dora Gago, por Lola Xavier (Universidade Politécnica de Macau-UPM), e intervenções intituladas “As publicações de Rodrigo Leal de Carvalho em Macau”, por Rogério Beltrão Coelho (Livros Oriente, editor do autor), e “A Mulher na Obra de Rodrigo Leal de Carvalho”, por Pedro d’Alte (UPM).
Depois de uma pausa para café, o evento será retomado pelas 15:30-15:40 com mais quatro apresentações: “Macau como destino, Macau como lugar de passagem. As ironias do destino na obra de Rodrigo Leal de Carvalho”, David Brookshaw (Universidade de Bristol); “Rodrigo Leal de Carvalho: Histórias Cruzadas”, Mónica Simas (Universidade de Veneza – Ca’Foscari); “Identidades Transplantadas na Obra de Rodrigo Leal de Carvalho”, Dora Gago (CHAM), e “Um Escritor Açoriano no Extremo-Oriente”, Ana Paula Laborinho (Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura). A iniciativa encerrará com um debate de cerca de meia-hora (16:30-17:00).
Rodrigo Leal de Carvalho viveu boa parte da vida em Macau, onde foi procurador e presidente do Tribunal de Contas, tendo publicado oito romances sobre o território entre 1993 e 2007. Foi, aliás, em Macau que se estreou como romancista, em 1993, com a publicação de Requiem por Irina Ostrakoff, livro que lhe valeu o prémio do Instituto Português do Oriente, no ano seguinte, e que acabou por ser traduzido para chinês, em 1999, e para búlgaro, em 2002.



