Depois de terem aumentado 155% em 2016, o número de conflitos em autocarros diminuiu no ano passado, de 69 para 43 casos. A Nova Era continua a ser a companhia a registar um maior número de ocorrências. Estes incidentes prendem-se sobretudo com o não pagamento da tarifa ou o porte de objectos de maiores dimensões
Inês Almeida
Ao longo do ano passado registaram-se 43 casos de conflitos entre motoristas de autocarros e passageiros, menos 37,7% do que os 69 contabilizados em 2016, indicam dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) enviados à TRIBUNA DE MACAU.
De acordo com as informações da DSAT, 15 destas situações envolveram motoristas da TRANSMAC e 28 da Nova Era. A TCM não registou nenhum caso deste género.
As causas dos conflitos mantiveram-se semelhantes às de 2016, com a predominância de situações como o não pagamento das tarifas ou a saída do autocarro sem carregar no botão para avisar o condutor. Outro dos motivos mais recorrentes é o transporte de objectos de maior porte no autocarro.
No ano anterior, 40 dos 69 conflitos relatados à DSAT envolveram a Nova Era. Os valores totais de 2016 representaram um aumento de 155% em relação ao ano anterior.
Apesar de o número de conflitos nos autocarros ter decrescido no ano passado face a 2016, a DSAT continua a frisar a importância de “aumentar a compreensão” e “prevenir conflitos entre motoristas e passageiros”. Nesse sentido, garante que o organismo e as transportadoras “têm estado a trabalhar em conjunto para promover formação neste âmbito aos condutores, bem como na educação e consciencialização dos cidadãos”.
“Afinal de contas, é preciso esforço, respeito e compreensão tanto dos motoristas como dos passageiros para se ter um bom ambiente a bordo dos autocarros”, concluiu a DSAT.



