A DSAT afirmou que os motoristas de autocarros a tempo parcial, suspensos de funções há quatro meses, podem voltar a trabalhar, caso sejam avaliados como “qualificados” em termos de experiência, descanso, formação e técnica
Rima Cui
Dezenas de motoristas a tempo parcial das três companhias foram suspensos na sequência de um acidente fatal, causado por um autocarro da Nova Era em Janeiro deste ano, mas quatro meses depois a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) recuou na medida.
Em resposta a uma carta da Associação Novo Macau, a DSAT disse que permitirá o regresso ao trabalho dos condutores em “part-time” que “correspondam às exigências”. Em concreto, as “exigências” envolvem experiência de condução, técnica, formação e situações de descanso, diz o documento.
Embora a associação tenha pedido a redução de uma hora de condução por dia, a DSAT destacou que as companhias dos autocarros estão a avançar com testes do sistema de supervisão dos hábitos de condução desses trabalhadores, advertindo de forma sonora, quando se distraem ou usam o telemóvel ao volante.
O organismo promete também “rever as horas de trabalho efectivas dos motoristas, encorajando à diminuição do horário de condução o mais possível nas situações viáveis”.
A Novo Macau mostrou ainda preocupação com o equilíbrio entre o número de condutores e a garantia da qualidade dos serviços dos autocarros. Porém, a DSAT garantiu que os motoristas actuais conseguem manter o funcionamento normal do serviço.
Mesmo assim, salientou que as companhias já deram “respostas activas” a problemas relacionados com o aumento do número de autocarros e a reforma de motoristas, nomeadamente recrutamento de condutores qualificados, dando formação adequada e elevando as remunerações para estabilizar os recursos humanos. Além disso, as operadoras têm reordenado as carreiras, para disponibilizar mais pessoal e dar resposta à procura nas horas de ponta.



