O Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas indicou que esta semana será lançado um concurso público para adjudicação das obras de reparação do Terminal de Autocarros das Portas do Cerco. Novamente questionado sobre a responsabilização relacionada com as consequências do “Hato”, Raimundo do Rosário limitou-se a referir que são necessários fundamentos para instaurar um processo
Inês Almeida
As zonas envolventes do Terminal de Autocarros das Portas do Cerco estão a ser alvo de um processo de reordenamento e muito em breve decorrerá um concurso para adjudicação das obras do terminal. A informação foi avançada pelo Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI), garantindo que o concurso será lançado esta semana.
Na sexta-feira, o GDI lembrou ainda que as obras de menor dimensão já arrancaram no ano passado. No cômputo geral, os trabalhos de pequena, média e grande dimensão implicam uma despesa de 120 milhões de patacas.
De qualquer modo e, em resposta a preocupações dos deputados, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) garantiu que os transportes públicos naquela zona já foram alvo de melhorias. “Antes do ‘Hato’ tínhamos 24 carreiras naquele terminal e, na altura, já se verificava um certo congestionamento no ambiente de funcionamento. O espaço não era suficiente para satisfazer as necessidades dos mais de 100.000 passageiros diariamente”, disse, salientando que depois do tufão, tornou-se necessário “ajustar os pontos de paragens das carreiras”. Neste campo, assegurou Lam Hin San, “já foram eliminados certos pontos de conflito”.
No entanto, ressalvou: “a Península tem 30 pontos de muito movimento e, se desviarmos todas as carreiras, o congestionamento vai ser agravado”. “Temos de ter em conta o princípio do equilíbrio”, referiu, frisando que a situação dos autocarros tem melhorado.
O debate voltou também à questão da responsabilização, levantada por José Pereira Coutinho, no entanto, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas foi claro: “Não se encontrou nenhuma prova de violação das disposições legais”. “Para ser instaurado um processo de investigação é preciso ter uma base de fundamento. Não é por alguém dizer alguma coisa que abrimos um processo”.
No que respeita ao tufão “Hato”, Raimundo do Rosário recordou que o Chefe do Executivo já criou uma Comissão de Inquérito, pelo que “não podem dizer que não fizemos nada”.
O Secretário também afastou a hipótese de dar resposta a outro pedido do deputado, relacionado com a eventual aquisição de seguros para os residentes que perderam os veículos estacionados nos auto-silos inundados. “Também não vou fazer isso. Os proprietários podem fazê-lo”.
Lam Hin San acrescentou: “Um auto-silo público é equivalente a uma via pública, por isso, o Governo não vai adquirir um seguro”. “Não se pode reclamar ao Governo uma indemnização”.
Auto-silo Fai Tat reabre no terceiro trimestre
O auto-silo do Edifício Fai Tat vai reabrir ao público no terceiro trimestre deste ano, anunciou o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, explicando que a demora está relacionada com as caves. “São quatro pisos subterrâneos. Os meus colegas estão a trabalhar na adjudicação e esperamos no terceiro trimestre conseguir reabrir este auto-silo”, disse. No caso do Edifício Cheng I, já foram reabertos dois pisos, faltando ainda dois. Quanto ao auto-silo do Lido, deverá ser reaberto “antes do Ano Novo Chinês”, indicou Lam Hin San. De recordar que o auto-silo do Edifício Fai Tat foi o mais afectado pela passagem do tufão “Hato”, ficando completamente inundado.



