As estradas de Macau podem parecer muito mais congestionadas com obras desde Julho, mas na realidade existem apenas mais três projectos de obras do que no Verão de 2017, ao todo 78. Dados fornecidos pela DSAT à TRIBUNA indicam que, até Junho, das 617 obras previstas para este ano, apenas 11,35% foram concluídas
Liane Ferreira
Até 31 de Agosto, passar pelo centro da cidade vai continuar a ser complicado, já que a Avenida Almeida Ribeiro e outros acessos no centro estão em obras. No entanto, os cidadãos podem esperar muitas mais obras até ao final de 2018, pois segundo dados dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) apenas 11,35% do total de obras viárias foi concluído até Junho.
As informações cedidas à TRIBUNA DE MACAU indicam que para 2018 estão previstas 617 obras viárias e até Junho foram concluídas apenas 70, ou seja 11,35%. Face a 2017, quando o total era de 711 registam-se menos 94 obras nas estradas.
“O calendário para as obras viárias tem sempre em conta períodos de maior fluidez de trânsito, como é o caso das férias de Verão. Assim, assumem-se estes períodos como as melhores temporadas para a realização de obras viárias”, afirmou a DSAT, salientando que, “desde 2017, o Grupo de Coordenação de Obras Viárias assumiu uma posição de maior esforço para evitar obras de grande escala em simultâneo e numa mesma zona”.
Os dados mostram que durante as férias de Verão de 2016 realizaram-se 93 obras viárias, seguidas de 75 no ano transacto e 78 neste Verão. Ou seja, apenas estão a ser executadas mais três obras neste período de férias do que no ano anterior.
Recorde-se que a “posição de maior esforço” do Grupo de Coordenação, segue-se a um relatório do Comissariado da Auditoria (CA) que investigou os trabalhos de coordenação e conciliação de empreitadas levados a cabo pelo Grupo, tendo concluído que “são ineficazes” e “existem insuficiências nos procedimentos administrativos de apreciação e autorização das licenças de obras”, situação que tocava também no Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.
O CA salientava na altura que as obras “são, praticamente, permanentes e dispersas por toda a cidade” e os casos de escassez de mão-de-obra e constantes atrasos “têm vindo a agravar-se”.
Anteriormente, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas também explicou que muitas das obras podem ser perto das escolas e por isso têm de ser realizadas nesta altura para não colocar em causa a segurança dos estudantes.



