Meia centena de compradores manifestaram-se na Avenida Rodrigo Rodrigues perto do edifício do Gabinete de Ligação, exigindo que o construtor de um lote os indemnize por estarem há mais de 25 anos sem receberem uma casa

 

Viviana Chan

 

Cerca de 50 compradores de apartamentos que deviam ter sido construídos no lote 133, no NAPE, protestaram na sexta-feira, por ainda não terem recebido os imóveis, após 25 anos de espera. Os lesados dizem que compraram fracções em 1992, mas devido à mudança da propriedade do terreno, acabaram por não receber as casas, nem foram indemnizados. Segundo os queixosos, muitos compradores já faleceram entretanto.

De acordo com a carta enviada aos meios de comunicação, os lesados lamentam que exista pouca força nesta luta, perante construtores com “maior poder”.

Segundo indicaram, o protesto só foi organizado agora porque recentemente foi detectada mais uma transferência de propriedade do terreno em causa, pelo que os compradores querem evitar mais prejuízos.

O concessionário original do terreno faliu em 2003, por isso, o credor ficou com o lote e a propriedade do lote foi transferida várias vezes.

Apoiados pela deputada Agnes Lam, os lesados salientaram que como o caso ocorreu antes da entrada em vigor a lei de pré-vendas, querem que o Governo intervenha para que sejam compensados o mais cedo possível. O grupo pondera voltar a protestar se o construtor não reagir.

Os manifestantes garantem que vários empresários imobiliários conhecidos fazem parte do actual concessionário do terreno, incluindo Chong Sio Kin, presidente da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, e John Lo.