Insatisfeita com a decisão do Tribunal Judicial de Base, de que a Polytex deve devolver o montante do contrato promessa a um comprador, a Associação dos Proprietários do Pearl Horizon reiterou ontem o objectivo de receber as casas prometidas
Viviana Chan
A “vitória” de um proprietário do Pearl Horizon no Tribunal Judicial de Base (TJB) contra o grupo Polytex desagradou a alguns compradores na mesma posição. O presidente da Associação dos Proprietários do Pearl Horizon, Kou Meng Pok, afirmou mesmo duvidar que os compradores tenham decidido processar a Polytex pela devolução das verbas.
De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, a Associação dos Proprietários entregou uma petição ao Governo a exigir celeridade no tratamento do caso Pearl Horizon. Kou Meng Pok assegurou que não sabia da existência de proprietários que querem a restituição de verbas, garantindo que se mantém o desejo original de receber as fracções prometidas.
Recordando que foi realizada uma reunião entre os proprietários, o Grupo Polytex e o Governo no início deste mês, Kou Meng Pok referiu que o Executivo rejeitou negociar com a construtora. Na sua opinião, o Governo não foi muito sério a resolver a situação.
“O Governo prometeu proteger ao máximo possível o interesse dos proprietários, mas a promessa é vaga e continuamos a estar preocupados”, disse o representante dos compradores.
Na carta enviada ao Chefe do Executivo, o grupo de proprietários apresenta três razões para insistir no caso junto do Executivo, incluindo a tese de que as autoridades têm uma parte de responsabilidade, tendo em conta que receberam o devido imposto imobiliário na altura. Para além disso, os compradores continuam a queixar-se de serem esquecidos e ignorados pelo Governo.
Porém, numa nota divulgada ontem à noite pelo Gabinete da Secretária para a Administração e Justiça, o Governo classificou como “infundada” a acusação de Kou Meng Pok, frisando que, o início do caso do Pearl Horizon, “tem mantido, com a máxima sinceridade, diálogo e comunicação com as partes envolvidas”.



