Sem avançar datas, a Clínica Malo garantiu que voltará a funcionar em Macau num local a designar em breve
Encerrada desde finais de Novembro, depois dos Serviços de Saúde terem encerrado o Hospital de Dia Taivex/Malo, com o qual partilhava o espaço no Venetian, a Clínica Malo assegurou que vai voltar a operar na RAEM num local a indicar a breve prazo, noticiou a Rádio Macau, citando um comunicado da empresa enviado ontem aos clientes. A data do reinício da actividade não foi divulgada.
O mesmo comunicado, que começa por lamentar o facto de, “provisoriamente, não estar a prestar serviços de medicina dentária”, refere que os clientes podem continuar os tratamentos numa das 18 clínicas de medicina dentária da Malo na China Continental. Ainda segundo a Rádio, a clínica garante que se responsabiliza pelo transporte para duas das suas clínicas, situadas em Cantão e Shenzhen, assim como disponibiliza toda a informação clínica necessária aos colegas do grupo.
Por outro lado, os pacientes que se encontrem em Portugal podem também agendar consultas no território português.
Recorde-se que, conforme avançou a TRIBUNA a 7 de Dezembro, a empresa que detém a licença da TaivexMalo recebeu uma ordem de despejo do Venetian Macau, onde funcionavam as instalações, que incluem o consultório dentário Malo. O Venetian concedeu um prazo de 40 dias para a TaivexMalo abandonar as instalações.
A 24 de Novembro, os Serviços de Saúde anunciaram a suspensão da licença da TaivexMalo por seis meses, devido à prática ilegal de procriação médica assistida, tráfico e contrabando de medicamentos de oncologia e falta de condições de higiene e segurança. Além do encerramento das instalações foram aplicadas duas multas a quatro médicos e um enfermeiro, e outra à clínica.
Em declarações à Lusa, na sequência daquele anúncio, o presidente da Malo Clinic, Paulo Maló, tinha afirmado que a ordem de encerramento das instalações da empresa PHC-Pacific Health Care, que detém a licença da TaivexMalo, não abrangia a sua empresa, mas afectou na prática o funcionamento, uma vez que partilhavam o mesmo espaço.



