A Cinemateca Paixão vai passar em Junho um ciclo de cinema asiático. Ao ecrã vão chegar obras primas de realizadores como Brillante Mendoza e Asghar Farhadi, complementadas com quatro palestras
A Criada
A mulher do Tio Boonmee faleceu e o seu filho está desaparecido. Com um fígado enfraquecido, regressa a casa para viver os seus últimos dias de vida sob o cuidado de uma sobrinha e outros familiares, mas é assombrado pelos fantasmas da mulher e do filho, que o esperam à mesa das refeições. É a partir desta base que se desenrola o filme “O Tio Boonmee, Que Se Lembra das Suas Vidas Anteriores”, realizado por Apichatpong Weerasethakul, em estilo surrealista. Será o primeiro filme no ecrã da Cinemateca Paixão no âmbito do ciclo “Obras de Mestres do Cinema Asiático”, que vai exibir 10 obras primas entre 9 e 26 de Junho.
Para além das longas metragens o ciclo de cinema vai contar com quatro “master talks”. Estas palestras vão discutir quatro tópicos e 10 experiências visuais. O convidado especial Wen Tien-hsiang, director executivo do Festival de Cinema Cavalo Dourado de Taiwan, vai abordar o tema “Mestres do Cinema Asiático e o Desenvolvimento do Cinema Asiático”.
Pietà
As “Master Talks: Mestres do Cinema Asiático e o Desenvolvimento do Cinema Asiático” vão decorrer na Cinemateca entre as 10:00 às 13:00, e das 14:00 às 17:00 nos dias 9 e 10 de Junho. As conversas serão em mandarim com interpretação simultânea em inglês, envolvendo um custo total de 200 patacas. Os primeiros 20 participantes a efectuar o pagamento terão direito a dois bilhetes para o Festival de Cinema Asiático 2018.
A lista de 10 obras escolhidas para explorar o cinema asiático inclui “Comer, Beber e Viver” (Ang Lee), “Tempo de Viver, Tempo de Morrer” (Hou Hsiao-hsien), “Que Horas São Aí?” (Tsai Ming-liang), “O Tio Boonmee Que Recorda As Suas Vidas Passadas” (Apichatpong Weerasethakul), “KINATAY” (Brillante Mendoza), “Pietà” (Kim Ki-duk), “Poesia” (Lee Chang-dong), “A Criada” (Park Chan-wook), “O Vendedor” (Asghar Farhadi) e “Onde É A Casa do Amigo?” (Abbas Kiarostami).
S.F.



