Fiscalizações dos Serviços para os Assuntos de Tráfego revelaram que 52% dos ciclomotores não cumprem os valores limite da emissão de gases de escape poluentes. Ainda assim, no geral, 88% dos veículos foram aprovados
Mais de metade dos ciclomotores reprovou nas fiscalizações nas vias públicas em 2017, devido à emissão elevada de gases de escape poluentes, indicou a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Com apenas 48% dos ciclomotores aprovados, a DSAT considera estar perante “uma grave situação”.
Apesar disso, dos 906 veículos sujeitos a inspecções aleatórias, a taxa geral de aprovação foi de 88%.
De 29 ciclomotores avaliados, apenas 14 foram aprovados. A categoria seguinte onde houve menor aprovação foi nos automóveis de transporte de mercadorias, com os de gasolina e a gasóleo a registarem taxas de 57% e 79%, respectivamente. No subtotal de 262 veículos abordados nesta categoria, 57 não se mostraram de acordo com a regulação vigente.
A DSAT frisou que “a polícia irá aplicar multas de 600 patacas caso se verifique emissão de gases poluentes que ultrapassem os valores legais permitidos”, ficando os veículos “sujeitos a inspecção extraordinária, cujas taxas são de 2000 patacas para os veículos a gasóleo, a gasolina e a gás natural e de 1200 patacas para os motociclos e ciclomotores”.
Os 26 motociclos movidos a gasolina tiveram uma taxa de aprovação de 100%. Em relação aos táxis a gasolina, a taxa é igual porque o único veículo a ser inspeccionado teve passagem positiva. Já dos 20 táxis a gasóleo, três não cumpriram os requisitos.
Quanto aos automóveis ligeiros, 90% respeitavam os valores de emissão de gases poluentes, tendo chumbado quatro dos 41 fiscalizados. Por outro lado, os 413 autocarros analisados tiveram uma taxa de aprovação de 98%. No entanto, as fiscalizações realizadas nas vias públicas tiveram mais sucesso do que as levadas a cabo em parques de estacionamento das companhias de autocarros.
A DSAT prometeu realizar mais acções de fiscalização rodoviária relativas ao diploma em vigor desde Julho de 2017, “a fim de reduzir a circulação de veículos que apresentem valores elevados de emissão de gases poluentes na circulação nas vias públicas, por forma a reduzir a poluição ambiental”.
S.F.



