Pereira Coutinho queria convocar o Governo para explicar a escolha dos locais para depósito de produtos inflamáveis, mas a maioria dos deputados chumbou a proposta por considerar necessário aguardar pelos resultados do estudo ambiental em curso

 

Apesar da proposta de debate de Pereira Coutinho sobre os depósitos dos produtos inflamáveis ter gerado debate, acabou por ser reprovada, com apenas Sulu Sou, Agnes Lam, Au Kam San e Ng Kuok Cheong a apoiá-la, e uma abstenção de Si Ka Lon. O deputado queria a presença do Governo na Assembleia Legislativa para perceber os critérios ou parâmetros tidos em consideração na escolha dos locais para depósito daqueles produtos.

Vong Hin Fai mostrou-se contra por considerar pouco clara a nota justificativa, para além de entender ser oportuno realizar esse debate apenas depois da divulgação do relatório do estudo ambiental solicitado pelo Chefe do Executivo à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT).

Por sua vez, Wu Chou Kit considerou que o Chefe do Executivo já respondeu à questão colocada por indicar que o deposito pode ser transferido para Zhuhai ou para a Zona E dos Novos Aterros. O deputado Sulu Sou discordou, apoiando a moção de debate “porque [os residentes de] Seac Pai Vai estão muito preocupados com a localização do armazém de produtos perigosos”. “O Governo ainda não esclareceu o motivo que levou a escolher aquele local. Independentemente do relatório de impacto ambiental, o Governo tem de ponderar os factores a serem considerados na escolha para afastar as dúvidas dos moradores”, defendeu.

Ainda assim, a data de sugestão de debate não convenceu a maioria dos deputados, que consideram ser mais adequado discutir  o tema após a divulgação de mais informações. “A tutela de segurança está a realizar trabalhos de explicação e avaliação de impacto ambiental. Depois desse resultado vai ser um tempo mais oportuno para explicações e para o público obter esclarecimentos”, defendeu Wong Kit Cheng, garantindo porém compreender as preocupações dos residentes com a escolha “não rigorosa” do local para o armazém e apelando ao Governo para procurar novos sítios.

“É preciso um juízo técnico muito especializado. O Governo pediu às Obras Públicas para fazer uma avaliação do impacto ambiental e estou a aguardar os resultados dos peritos para poder tomar um juízo”, afirmou também Si Ka Lon.

 

S.F.