Após dois anos e nove meses de suspensão, as autoridades do Interior da China voltam a aceitar, a partir de hoje, pedidos de emissão de vistos electrónicos para visitas a Macau. Ho Iat Seng encara a retoma dos vistos electrónicos e das excursões como “uma importante força motriz de recuperação económica local”

 

Rima Cui

 

A Administração Nacional de Imigração da República Popular da China (ANI) anunciou ontem o lançamento, a partir de hoje, de equipamentos inteligentes, nos balcões de migração dos órgãos de segurança pública de todo o país, para o tratamento de vistos electrónicos de visita a Macau. Segundo a ANI, os residentes do Interior da China podem deslocar-se aos serviços de migração na sua terra natal ou no local de residência, para submeterem pedidos para visita em excursão ou vistos individuais, sem necessidade de apresentar documentos em papel. Após apreciação, os vistos de turismo poderão ser emitidos de imediato no local.

Segundo a ANI, a retoma dos vistos electrónicos tem em consideração o aumento da procura de residentes do Interior da China por visitar Macau. “Isto também é uma medida importante para apoiar a diversificação adequada da economia de Macau”, além de “responder activamente à nova procura e às novas expectativas do povo quanto aos trabalhos de gestão de imigração”, acentuou.

Agradecendo o “forte apoio do Governo Central e dos respectivos ministérios”, o Chefe do Executivo da RAEM mostrou-se convicto de que a nova medida irá contribuir para o desenvolvimento do turismo e a retoma da economia de Macau. “Tendo em conta o impacto significativo que a situação pandémica trouxe para a economia local, o Governo da RAEM encontra-se a promover, de forma empenhada, os trabalhos de recuperação, tendo lançado uma série de políticas e medidas entre as quais está o impulsionamento do aumento do fluxo de visitantes a Macau. A retoma de vistos electrónicos de visita a Macau do Interior da China e de grupos de excursão turística de ‘quatro províncias e uma cidade’ constituem, precisamente, uma importante força motriz de recuperação económica local”, salientou Ho Iat Seng, segundo uma nota oficial.

Ho Iat Seng referiu ainda que “o Governo da RAEM e os ministérios competentes do Governo Central encontram-se a negociar os pormenores dos respectivos trabalhos a fim de, avaliarem a evolução da situação epidémica e a definição de diversos planos de contingência”. Durante esse processo, a RAEM contou com orientações e apoio do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho do Estado, do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, do Ministério da Segurança Pública e da ANI, frisou Ho Iat Seng.

Por sua vez, os Serviços de Turismo (DST) garantiram que irão reforçar as campanhas promocionais e actividades de descontos, combinando com os eventos agendados no território até ao final do ano. Prevendo que o volume dos turistas “irá continuar a aumentar”, a DST salientou que vai desenvolver acções de divulgação online e offline, bem como ajudar o sector a optimizar os seus produtos, para que os elementos “turismo+” sejam mais abundantes. Em simultâneo, reiterou empenho nos preparativos sobre a retoma das excursões do Interior da China, para serem oferecidos serviços de alta qualidade e divulgar a imagem de Macau como cidade segura e apropriada para visitar.

Por seu turno, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) acredita que o reinício dos vistos vai alargar as fontes dos participantes em convenções e exposições (MICE), entre outras actividades económicas e comerciais, criando uma nova dinâmica. “O IPIM irá colaborar activamente com as respectivas iniciativas de facilitação, no sentido de introdução de mais actividades de convenções e exposições de diferentes sectores e tipos, tendo em conta as vantagens da plataforma de serviços de comércio de Macau, por forma a elevar a eficácia e a experiência da participação dos empresários do Interior da China em Macau”, assegurou, prometendo ainda reforçar parcerias com empresas do MICE no Interior da China.