O Chefe do Executivo reiterou que a política de não importação de “croupiers” será mantida, não estando sujeita a qualquer alteração. Por outro lado, Chui Sai On destacou ser natural existirem várias opiniões na sociedade

 

A sugestão apresentada por membros do Conselho para o Desenvolvimento Económico, incluindo o vice-presidente da Associação Comercial de Macau, no sentido de que fosse ponderada a importação de não residentes para exercer funções de “croupier”, gerou uma onda de protestos de associações de defesa dos direitos dos trabalhadores do jogo, apelando ainda para que a promessa do Governo seja legislada. Numa tentativa de acalmar os receios das associações, o Chefe do Executivo reiterou que a promessa de proibir a importação daqueles profissionais não será quebrada.

Em declarações aos jornalistas no Aeroporto Internacional de Macau, antes de rumar a Pequim, Chui Sai On vincou que a garantia de reservar a função de “croupier” exclusivamente para residentes não está sujeita a alteração.

Notando que o Conselho para o Desenvolvimento Económico é um órgão de consulta abrangente, com membros de diversos sectores e representantes de várias organizações, o líder do Governo considerou normal a existência de “opiniões, necessidades e reivindicações diferentes no decurso das reuniões”. Além disso, salientou que só com pontos de vista díspares é que se conseguem alcançar os resultados esperados de uma entidade com carácter consultivo. Nesse sentido, garantiu que o Executivo ausculta primeiro as opiniões dos membros antes de proceder a uma análise abrangente.

Em termos de coordenação de trabalhos das diferentes tutelas, Chui Sai On referiu também “olhar com normalidade para a existência de diferentes opiniões em termos de gestão administrativa ou de execução por parte dos secretários”, frisando, por outro lado, que são organizadas reuniões regulares para resolver assuntos governativos e cabe ao Chefe do Executivo liderar os secretários.

Por outro lado, relativamente à questão das pensões ilegais, Chui Sai On indicou que cada Secretário apresenta opiniões de acordo com a perspectiva jurídica, a execução da lei, o mercado turístico e a gestão de mercados. Assim, recordou ter dado instruções à Secretária para a Administração e Justiça para elaborar um estudo integrado sobre a questão das pensões ilegais, porque “o mais importante é garantir a segurança dos visitantes”.

 

L.F.