A Bienal de Veneza ofereceu novamente a arquitectos de Macau a possibilidade de se mostrarem na “arena internacional” com um projecto que, segundo o Instituto Cultural, prima pela “perspicácia” e “imensa criatividade”
Inserida no âmbito da 16ª Bienal de Arquitectura de Veneza, a exposição “Arquitectura Não Intencional” pretende, através de meios abstractos, dar a conhecer ao público mundial o “espaço livre” característico de Macau. Organizada pelo Museu de Arte em colaboração com a Associação dos Arquitectos de Macau (AAM), a mostra apresenta até 25 de Novembro o projecto da equipa composta pelo curador Lam Lap Yan e os arquitectos locais Eddie Ieong Chong Tat, Vong Ka Ian and Benny Chu Hou San, cujo projecto mereceu rasgados elogios da vice-presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man.
Segundo o IC, ao discursar na cerimónia de abertura, Leong Wai Man, agradeceu às entidades e funcionários envolvidos na organização, enaltecendo sobretudo “a perspicácia e a imensa criatividade da equipa responsável pela exposição”. “A equipa optou por dar a conhecer ao mundo o charme único de Macau através de arranjos de ‘cartas’ com as características económicas, culturais e históricas de Macau e da sua combinação com a cultura arquitectónica tradicional da cidade”, frisa o organismo, citando a vice-presidente.
Grato pela oportunidade dada a arquitectos jovens de acederem à “arena internacional” do sector, o que acontece pela terceira vez na história do evento, o curador Lam Lap Yan explicou, por sua vez, que a sua equipa procurou “explorar elementos e espaços locais mais representativos que permitam reflectir a relação interactiva entre o design e as pessoas, quebrando o habitual estereótipo sobre Macau”. Nesse sentido, é fomentada “uma reflexão mais profunda sobre a participação humana e as necessidades humanísticas no processo de planeamento urbano”, defendeu o arquitecto.
Baseada no conceito de “arquitectura não intencional”, a exposição remete para a importância de “deixar suficiente espaço livre nos projectos arquitectónicos para as pessoas intervirem, participarem e alargarem-se”, realça o IC. O organismo acredita que, através de diferentes arranjos de “cartas” e de uma abordagem abstracta, a exposição “reinterpreta os espaços de Macau, expondo assim o público da Bienal a espaços urbanos menos conhecidos da cidade”.
O pavilhão da exposição de Macau está localizado defronte do Arsenal, o edifício principal da Bienal.



