Chan Meng Kam substituiu o empresário John Lo como representante da Guiné-Bissau em Macau. A notícia foi avançada pelo Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo Central em Macau

Viviana Chan

O membro do Conselho Executivo da RAEM e delegado de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Chan Meng Kam é o novo cônsul honorário da Guiné-Bissau em Macau.

De acordo com uma nota de imprensa, a cerimónia da entrega de certificado de qualificação foi realizada no Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Macau.

O comissário Ye Dabo congratulou Chan Meng Kam, indicando que a relação entre a China e Guiné-Bissau tem-se desenvolvido nos últimos anos e a confiança mútua na política tem sido consolidada. Ao mesmo tempo, a cooperação em áreas como agricultura, infra-estruturas e serviços de saúde entre a China e Guiné-Bissau atingiram resultados satisfatórios.

Nesse sentido, Ye Dabo deseja que Chan Meng Kam respeite rigorosamente a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e as leis da China e da RAEM, ao mesmo tempo, que promove a comunicação comercial, cultural e de quadros técnicos, promovendo o papel de Macau como Plataforma entre a China e os Países Lusófonos.

O Comissariado mostrou-se ainda disponível para dar o apoio necessário a Chan Meng Kam no exercício das suas funções.

Chan Meng Kam disse que a Guiné-Bissau é um país importante na lusofonia, rico em recursos naturais como florestas e pescas e a amizade entre os dois países e entre a Guiné-Bissau e Macau tem uma longa história.

Segundo a nota, o Governo Central dá muita importância à diversificação da economia de Macau e o Governo da RAEM olha para o desenvolvimento de Macau no sentido de Plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Chan Meng Kam garantiu que vai contribuir com a sua parte para dar um impulso à relação entre Macau e a Guiné-Bissau.

Antes de Chan Meng Kam, o empresário imobiliário, John Lo exerceu funções de cônsul honorário da Guiné-Bissau.

Numa entrevista a este jornal a 5 de Abril de 2016, John Lo pedia mais abertura e informação da parte do Governo para impulsionar as empresas locais a apostarem na plataforma de Macau entre a China e os países lusófonos. Referindo que a falta de investimento e de acesso ao Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa é um dos problemas que impossibilita a participação de mais empresas locais, defendia ainda que joint-ventures com companhias chinesas poderiam ser parte da resposta.