As escolas orientam normalmente os docentes para evitar situações de eventual contacto físico quando uma aluna e um professor ficam sozinhos numa sala, indicou Chan Hong. No entanto, ao comentar o alegado caso de assédio sexual na Escola Sam Yuk, a deputada alertou que adolescentes podem agir devido a eventual “admiração” por professores
Rima Cui
Após terem sido tornadas públicas queixas relativas a alegadas situações de assédio sexual na Escola Secundária Sam Yuk, Chan Hong sublinhou que casos individuais merecem um tratamento especial, porém, as escolas já têm normalmente orientações no sentido de evitar que um aluno e um professor fiquem sozinhos numa sala, além de ser aconselhado aos docentes que tomem a iniciativa de “evitar situações inconvenientes”.
“Os alunos do ensino secundário estão a passar pela puberdade e alguns têm forte desejo de namorar, podendo até começar a admirar os professores. Assim, às vezes, as alunas agem de uma forma particular perante os docentes do sexo masculino”, referiu a deputada e subdirectora de um estabelecimento de ensino ao jornal “Ou Mun”.
Perante situações deste género, as escolas, além de alertarem os docentes para evitar situações inconvenientes, precisam de sensibilizar os alunos para saberem proteger-se, mantendo uma certa distância no contacto com os professores, acredita Chan Hong.
A deputada garante que assim que ingressam num estabelecimento de ensino, os docentes do sexo masculino são avisados para evitar contacto físico com alunas. Segundo a mesma responsável, há inclusive algumas escolas que, no caso de um professor querer encontrar-se com uma aluna, exigem que esteja presente uma terceira pessoa para prevenir problemas desnecessários.
Em todo o caso, perante uma situação de assédio sexual, sublinha Chan Hong, os alunos podem pedir ajuda a assistentes sociais, professores, pais e amigos, garantindo que não vão ser ameaçados nem as suas notas afectadas por causa disso.



