Em funcionamento há 15 meses, o centro de alojamento temporário para homens acolheu 11 pessoas, todos com idades inferiores a 40 anos. Segundo o IAS, esse total inclui seis agressores e cinco vítimas de violência doméstica, a maioria trabalhadores não residentes e desempregados
Rima Cui
No final de Maio do ano passado, o Instituto de Acção Social (IAS) abriu um centro para alojar e “acalmar” os homens envolvidos em casos de violência doméstica ou afectados por tais actos, sendo disponibilizadas 11 camas. Ao final de 15 meses, o centro alojou um total de 11 homens, seis agressores e cinco vítimas, avançou o IAS.
Segundo informações do organismo cedidas à TRIBUNA DE MACAU, os utentes do centro são indivíduos com idades compreendidas entre os 30 e 39 anos. Na maioria, são trabalhadores não residentes e desempregados. Mesmo assim, o centro acolheu também um homem aposentado, um funcionário do sector do jogo e um trabalhador de escritório.
Na observação dos assistentes sociais, nestes casos, os actos violentos foram praticados na sequência de conflitos com o cônjuge, provocado por problemas financeiros ou por divergências no convívio conjugal. Assim, os homens pediram um local seguro onde pudessem acalmar-se e ponderar o futuro.
Durante o alojamento no centro, recebem apoio emocional e cuidados prestados por assistentes sociais para os ajudar a ficar mais calmos. A Caritas foi encarregada de prestar tais serviços aos utentes encaminhados pelo IAS.
Em média, os homens permanecem um a dois meses no centro. Por outro lado, os dois centros de abrigo para mulheres costumam acolher as utentes por três meses. Entre Janeiro de 2017 e 8 de Agosto deste ano, 46 mulheres viviam ou continuam a viver nos dois centros de abrigo.
Por outro lado, no primeiro semestre de 2018, o IAS confirmou um total de 32 novos casos de violência doméstica, dos quais dois casos implicam abuso sexual de menores. Também na primeira metade do corrente ano, através da linha exclusiva para notificação de casos de famílias em crise, o organismo tratou 859 casos, envolvendo geralmente disputas, conflitos familiares e casos suspeitos de violência doméstica.
Para além de prestar alojamento temporário, o Governo tem ajudado as vítimas, através de serviços de saúde pública gratuitos, apoio na escola e no trabalho, consultas jurídicas, auxílio financeiro urgente, entre outras medidas, assegurou o IAS.



