O Centro de Detenção Temporária do CPSP alberga neste momento 10 pessoas e tem capacidade para 188, indicou Wong Sio Chak. De qualquer forma, as autoridades esperam “repatriar imediatamente” os suspeitos de imigração ilegal
A proposta da revisão da lei do controlo de migração, actualmente em consulta pública, prevê um conjunto de alterações como a abolição do prazo de 60 dias para a detenção de suspeitos de imigração ilegal. Depois desses 60 dias deverá ser-lhes concedida uma licença provisória de permanência.
Os suspeitos de imigração ilegal ficam no Centro de Detenção Temporária do Corpo da Polícia de Segurança Pública (CPSP). Actualmente, a infra-estrutura alberga 10 pessoas, pelo que não enfrenta um problema de falta de espaço, assegurou o Secretário para a Segurança. “Até hoje [ontem], só tínhamos 10 pessoas no Centro”, frisou.
Wong Sio Chak acrescentou ainda que o centro “tem espaço para 188 pessoas”. “Claro que não gostávamos de receber mais pessoas, esperamos repatriá-las imediatamente”, assegurou o Secretário para a Segurança.
De qualquer modo, “com a revisão do regulamento administrativos haverá melhoramentos”, frisou o governante sem adiantar mais pormenores.
Entre Janeiro e Março deste ano, o número de pessoas suspeitas de imigração ilegal fixou-se em 197, o que representa uma quebra anual de 46,3%.
Os casos de excesso de permanência seguiram a tendência contrária, registando-se um aumento de 7,4%, para 7.259. Dados apresentados pelo Secretário para a Segurança mostram que foram contabilizados 6.886 indivíduos da China Continental em excesso de permanência, representando uma subida de 8,9% em relação ao período homólogo do ano passado, entre eles apenas 919 com visto individual e 5.967 com outro tipo de autorização de permanência na RAEM.
O número de indivíduos em excesso de permanência de outras nacionalidades caiu 14,6% para 373.
I.A.



