O caso de alegada violação sexual de uma estudante envolvendo o ex-director da Faculdade de Direito da UM terá ocorrido num “local de entretenimento” e à frente de três testemunhas, supostamente funcionários de instituições de ensino superior, segundo o jornal “Macau Times”

 

Viviana Chan

 

John Mo, ex-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau (UM) que foi acusado de abuso sexual, terá convidado a vítima, uma estudante de outra instituição do ensino superior do território, para um jantar com mais três pessoas, de acordo com o “Macau Times”. De acordo com o jornal de língua chinesa, que é detido pelo empresário Chan Meng Kam, os participantes terão bebido muito e decidiram deslocar-se para outro local para continuar o convívio.

A violação sexual terá acontecido depois do jantar num “local de entretenimento”, onde se encontrariam também as referidas três pessoas, supostamente funcionários de uma instituição do ensino superior. O jornal não revelou a identidade das testemunhas.

O caso de alegada violação sexual aconteceu no dia 24 de Junho e John Mo acabou por ser detido na terça-feira, encontrando-se actualmente em prisão preventiva.

De acordo com o Código Penal, o crime de violação sexual pode ser punido com pena de prisão entre 3 a 12 anos.

Na quinta-feira, a UM afirmou que o caso não ocorreu no campus da instituição e anunciou a demissão do académico, cujo perfil foi entretanto apagado do site da universidade, onde dirigia até agora a Escola de Pós-Graduação.

Esta não é primeira vez que docentes da UM são associados a casos suspeitos de abuso sexual. Em 2014, uma aluna acusou de assédio sexual um docente do curso de Administração Pública, de apelido Chen, que terá feito uma proposta de sexo à queixosa, além de a ter abraçado. O professor acabou por ser punido com a suspensão do cargo por 12 dias.

Em 2015, também foram tornadas públicas pelo menos queixas de uma professora e alunas. Na altura, o director do Departamento de Administração Pública e Governamental, Wang Jianwei admitiu que era um dos investigados, mas acabou por ser ilibado. Wang avançou mesmo com um processo por difamação contra Jason Chao, responsável pela publicação online “Macau Concealers”. O início do julgamento está agendado para 24 de Julho no Tribunal Judicial de Base.