Segundo disse Álvaro Rodrigues ao Jornal TRIBUNA DE MACAU, as alegações finais do caso que envolve Jackson Chang estão marcadas para 4 de Abril. Na sessão de sexta-feira, foram ouvidas as testemunhas da defesa

 

As alegações finais do caso que envolve o antigo presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) estão marcadas para 4 de Abril, disse Álvaro Rodrigues, advogado de Jackson Chang, ao Jornal TRIBUNA DE MACAU. Na sexta-feira, foram ouvidas testemunhas arroladas pela defesa.

Segundo o Canal Macau, a primeira testemunha a ser ouvida foi Rita Santos, antiga secretária-geral adjunta do Fórum, que tinha contactos quase diários com Jackson Chang desde 2003, devido às acções de cooperação entre Macau e os países lusófonos. Em tribunal, disse que Chang era um homem honesto, respeitador das leis, e trabalhador, que não gostava de ser o centro das atenções, razão pela qual raramente tinha contactos com os empresários nas viagens de promoção. Rita Santos assegurou ainda não acreditar que o antigo presidente do IPIM pudesse ser corrupto.

Também testemunhou em tribunal aquela que foi a secretária de Jackson Chang durante 15 anos. Disse que nunca se sentiu pressionada e que Chang não contrariava normalmente os pareceres técnicos dos funcionários do IPIM sobre os pedidos de fixação de residência. Admitiu ainda que foi ele quem criou uma equipa para rever estes processos. Este é, aliás, um dos argumentos da defesa para mostrar que Chang não interferia nos pedidos de autorização.

Echo Chan, que trabalhou com o antigo presidente do IPIM durante 30 anos, também lhe deixou vários elogios, frisando que era um bom colega e muito trabalhador, assumindo sempre as suas responsabilidades. Segundo disse, Chang cumpria as leis e normas da função pública. Para Echo Chan foi uma surpresa Jackson Chang estar a ser julgado, sublinhando não acreditar que ele tenha cometido os crimes de que está acusado.

O antigo líder do IPIM está a ser julgado novamente por quatro crimes de corrupção passiva, quatro de branqueamento de capitais e três de abuso do poder, alguns dos crimes dos quais já tinha sido absolvido pelo TJB.

Jackson Chang aguarda agora em liberdade pelo desfecho do caso, uma vez que foi condenado por crimes que não implicam uma pena de prisão superior a três anos. Saiu do Estabelecimento Prisional de Coloane, em Outubro de 2020, mediante o pagamento de uma fiança de 100 mil patacas.

 

C.P.