Para Raimundo do Rosário, o aspecto mais importante no caso da Fábrica de Panchões Iec Long é ter sido resolvido o problema. Além disso, nota que “a responsabilização envolve muita coisa do passado”

 

Viviana Chan

 

A acção de desocupação da Fábrica de Panchões Iec Long avançou recentemente após disputas judiciais e a investigação do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), no entanto, ninguém foi responsabilizado pela permuta de terrenos considerada “nula” pelo Comissariado.

Questionado sobre essa possibilidade, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas salientou apenas que “o mais importante é resolver o problema, e agora está resolvido”. “A responsabilização envolve muita coisa do passado”, apontou Raimundo do Rosário, citado pelo jornal “Ou Mun”.

O governante reiterou que actualmente está empenhado em muitos trabalhos, mas garantiu que irá esforçar-se para resolver os problemas existentes no seu mandato.

Por sua vez, durante a manhã, a presidente do Instituto Cultural (IC), Mok Ian Ian também voltou a sublinhar que o Executivo só vai avançar com o processo de classificação da antiga Fábrica de Panchões como património cultural, após serem resolvidas as questões de propriedade.

A responsável disse que a Fábrica tem o mesmo valor histórico que Lai Chi Vun e que não considera que as instalações no lote estejam em risco. Para já, ainda não há existe um plano concreto de desenvolvimento, nem de demolição. No entanto, segundo apurou a TRIBUNA DE MACAU, o lote será destinado às indústrias culturais e criativas.

Em Julho de 2016, o CCAC considerou que a Administração de Macau já era proprietária das parcelas da Iec Long desde 1986, pelas quais fez uma troca, em 2001, com a Sociedade de Desenvolvimento Predial da Baía da Nossa Senhora da Esperança.