Tony Lam proferiu palestra organizada pela Docomomo Macau
Tony Lam proferiu palestra organizada pela Docomomo Macau

Tony Lam, arquitecto com vasta experiência em conservação do património, nomeadamente em Hong Kong, foi o convidado de uma palestra da Docomomo Macau. De um modo geral, o evento visou perceber as razões válidas para se manter um edifício com interesse patrimonial

 

Catarina Almeida

 

A Docomomo Macau organizou ontem uma palestra com a participação de Tony Lam – arquitecto e antigo membro do Conselho Consultivo de Antiguidades de Hong Kong. Integrada no ciclo realizado desde 2018 e que se prolongará até “meados de 2019”, esta sessão procurou abordar os projectos e moldes em que se leva a cabo a avaliação da conservação patrimonial, partindo do exemplo da antiga colónia britânica.

Segundo explicou Tiago Rebocho, moderador da palestra, Tony Lam procurou partilhar com o público um caso de remodelação, em 2008, em que o arquitecto foi um elemento-chave. “O edifício foi classificado com interesse patrimonial e depois em conjunto com o Governo foi feita uma reabilitação. Em primeiro lugar o edifício era metade habitação e com comércio em baixo e foi convertido para uma escola de medicina tradicional chinesa”, explicou à TRIBUNA DE MACAU.

São projectos como este que tornam a função do arquitecto e todo o trabalho “interessante” na medida em que se passa de “um edifício que está devoluto e em relação ao qual a população não consegue ver um objectivo em manter a peça” para um que mais tarde se acaba por tornar útil. “É uma razão válida para se manter um património, não apenas porque é antigo mas porque faz sentido manter a peça na cidade”, acrescentou Tiago Rebocho, também membro da Docomomo Macau.

Tony Lam conta com 30 anos de experiência profissional envolvida em projectos significativos no Reino Unido, Hong Kong e China. É especialista em conservação do património, design urbano, comercial e de hospitalidade. É também membro-fundador do atelier “AGC Design Ltd”.

De um modo geral, a palestra serviu também para perceber até que ponto o Governo de Macau “está a fazer o suficiente” em relação à preservação e conservação do património. Em Hong Kong, há cerca de 1.100 edifícios classificados face aos cerca de “centena e meia de elementos – desde edifícios a conjuntos” que estão classificados em Macau.