Canal Cheong Jagerroos (2ª à esquerda) cresceu em Macau e vive na Finlândia
Cresceu em Macau e vive na Finlândia, mas passou por muitos outros pontos do Mundo, transformando a sua pintura num espelho das experiências culturais e do gosto pela antiguidade chinesa e sociedade moderna. “Pura Afeição II” é a exposição que Canal Cheong Jagerroos apresenta agora no Casino Estoril, em Portugal, depois da Fundação Rui Cunha ter acolhido a primeira edição
Canal Cheong Jagerroos, artista que se considera filha de Macau, inaugurou no dia 20 na Galeria de Arte do Casino Estoril a exposição “Pura Afeição II”, extensão da primeira versão apresentada em Macau na Fundação Rui Cunha, em 2014.
A nova edição apresenta obras mais recentes da artista local, que actualmente vive na Finlândia, mantendo as suas características originais em “permanente diálogo, aberto e estimulante com os seus apreciadores e realçando as suas tradições ancestrais, a sua herança e uma identidade própria”, como descreve Rui Cunha, numa nota introdutória à artista. O presidente da Fundação Rui Cunha esteve presente na inauguração da exposição no Casino Estoril.
Segundo Canal Cheong Jagerroos, a maioria das suas pinturas são “inspiradas pelas antigas filosofias Chinesas, poemas, natureza e estações do ano”, mantendo uma afinidade com a antiguidade chinesa e sintonizada com a sociedade moderna. Daí que goste de aplicar motivos simbólicos chineses antigos e elementos modernos, misturando o passado com o presente para assim criar numa “integração única, a paz, a harmonia e um mundo idílico”. As suas pinturas são maioritariamente feitas em camadas de papel de arroz com acrílico, tinta, pigmentação Chinesa e outras técnicas criativas para criar a sensação de profundidade nas telas.
A artista cresceu em Macau durante a administração portuguesa, no seio de uma família de artistas, herdando esses dotes, a persistência para singrar no meio artístico e a capacidade para absorver conhecimentos por onde ia passando.
Em 2013, participou na 55ª Bienal de Arte em Veneza e no ano seguinte trouxe algumas obras a Macau onde homenageou os seus pais e a terra onde passou a juventude, na exposição “Pura Afeição”. Algumas dessas obras foram objecto de um leilão internacional, cujas receitas reverteram para instituições mais necessitadas da Região.
A Fundação Rui Cunha, além de receber a exposição, editou ainda um livro com alguns dos seus trabalhos, que foi distribuído por diversos centros artísticos.
Desde 1986 que Canal Cheong Jagerroos participou em mais de 40 exposições, colectivas e individuais e ainda feiras de arte. “Eu acredito que a arte é uma verdadeira linguagem universal. Não conhece nações, não favorece raças, e não reconhece classes. Fala na nossa necessidade de revelar, de curar e transformar. Transcende as nossas vidas normais e permite-nos imaginar o que é possível”, considera a pintora.





