Um casino do território perdeu 2,7 milhões de dólares de Hong Kong numa alegada burla. Os suspeitos terão subornado um “croupier” e usado meios tecnológicos para antecipar os resultados do jogo, inspirando-se num filme da década de 1990
Viviana Chan
A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou um grupo suspeito da prática de burlas e deteve três suspeitos, incluindo um “croupier” e dois indivíduos do Interior da China. O casino visado, situado no COTAI, terá registado um prejuízo de 2,7 milhões de dólares de Hong Kong.
A investigação concluiu que o grupo copiou uma estratégia usada num filme de Hong Kong da década de 1990, chamado “God of Gamblers”, usando um computador para calcular os resultados do jogo. Ao mesmo tempo, segundo as autoridades, os indivíduos subornaram um “croupier” para que marcasse as cartas de modo a conseguirem distingui-las.
A porta-voz da PJ revelou que os responsáveis do casino descobriram que os jogadores atrasavam as jogadas devido a troca de fichas e conseguiram ganhar quase todas as apostas, lucrando 2,5 milhões de dólares de Hong Kong em duas horas.
O segurança do casino alertou a polícia por considerar a situação suspeita e as autoridades conseguiram descobrir, então, que o “croupier” usava um anel especial para marcar as cartas enquanto outro cúmplice filmava a ordem das mesmas com uma câmara escondida numa mala. Depois de gravar a ordem das cartas, o vídeo foi transferido para um computador para ser visualizado.
A PJ descobriu que o “croupier” de 22 anos começou a treinar este esquema em meados de Outubro e, a 13 de Novembro, o grupo testou a estratégia, conseguindo arrecadar 200.000 dólares de Hong Kong. O suspeito admitiu receber 50.000 dólares de Hong Kong pelo auxílio.
As autoridades acreditam que ainda há cinco suspeitos a monte.
Perdeu 200 mil com “taxa de verificação”
Uma mulher alegou ter sido burlada em cerca de 200.000 renminbis para um grupo responsável por alegadas burlas telefónicas. O “modus operandi” envolvia sobretudo fingirem passar-se por autoridades policiais de Xangai.
A vítima recebeu a chamada quando estava naquela cidade. Do outro lado da linha, alguém lhe disse que estava acusada de envolvimento num crime de branqueamento de capitais, pelo que precisava de transferir 200.000 renminbis para uma conta indicada, como “taxa de verificação”.
A mulher acedeu às exigências, mas mais tarde apercebeu-se de que a pessoa que a tinha contactado já não estava contactável, o que fez com que suspeitasse tratar-se de uma burla.
A PJ está também a investigar um caso envolvendo uma residente de 30 anos, que alegou ter sido burlada em 14.500 renminbis por um indivíduo que nunca conheceu pessoalmente mas com o qual mantinha uma relação através da internet.
Segundo a vítima, o suspeito disse ser alemão e pediu-lhe que transferisse aquela quantia por ter sido interceptado pelas autoridades alfandegárias em Cantão ao voar de uma cidade espanhola para aquela cidade da China.
A residente começou a desconfiar da situação depois de o homem voltar a pedir dinheiro, desta vez, 7.000 dólares americanos, o que a levou a alertar a polícia.



