O número de transacções de fracções autónomas habitacionais aumentou cerca de 25% no último trimestre do ano passado e o preço médio subiu 6,4% em termos trimestrais. No cômputo geral de 2017, o valor das casas alienadas aumentou 17%

 

No quarto trimestre de 2017 registaram-se aumentos generalizados das transacções de imóveis, bem como do preço médio do metro quadrado, revelam dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Entre Outubro e Dezembro transaccionaram-se 2.618 fracções autónomas habitacionais, um aumento de cerca de 25% em comparação com o trimestre anterior, envolvendo um total de 17,78 mil milhões de patacas, numa subida de 43,2%.

Do valor global destas transacções, 803 envolveram fracções autónomas habitacionais de edifícios em construção, comercializadas pelo valor de 7,36 mil milhões de patacas. Isto representou acréscimos trimestrais de 219,9% e 203,7%, o que se deve ao facto de os complexos habitacionais de grande envergadura terem sido colocados à venda no trimestre em questão. As restantes fracções transaccionaram-se pelo valor de 10,41 mil milhões de patacas.

O preço médio por metro quadrado das fracções destinadas a escritório foi de 110.848 patacas, menos 8,2% em termos trimestrais e o das industriais correspondeu a 55.618 patacas, uma descida de 3,7%.

Já nos preços das fracções autónomas habitacionais registou-se uma subida trimestral de 6,4% para um custo médio de 105.654 patacas. O aumento é atribuído, sobretudo, à subida substancial de 18,7 pontos percentuais no preço médio por metro quadrado das fracções autónomas habitacionais de edifícios em construção.

De sublinhar que apenas em Coloane se verificou uma descida do preço médio do metro quadrado nas fracções autónomas habitacionais, de 4,2% para 125.336 patacas, tendo aumentado 4,5% e 10,6% na Península (97.551 patacas) e na Taipa (121.922), respectivamente.

Entre Outubro e Dezembro, as transacção de fracções autónomas habitacionais de edifícios construídos observou-se sobretudo, na Baixa da Taipa (249), nos Novos Aterros da Areia Preta (194), bem como na Barca (161), pelos preços médios por metro quadrado de 98.795, 109.083 e 67.760 patacas, respectivamente. Quanto às fracções em construção, houve mais vendas nos Novos Aterros da Areia Preta (286), na Baixa da Taipa (200) e no Fai Chi Kei (170), pelos preços médios por metro quadrado de 137.961, 151.231 e 103.938 patacas, respectivamente.

 

Maior subida de preços ocorreu na Península

Segundo os mesmos dados, no cômputo geral de 2017, o preço médio por metro quadrado das casas vendidas na RAEM subiu 16,8% para 100.822 patacas. O maior acréscimo ocorreu na Península, onde as casas encareceram 18,8% para 91.769 patacas. Na Taipa (115.160 patacas) e em Coloane (128.205), os preços médios avançaram 16,7% e 15,7%, respectivamente.

No quarto trimestre de 2017, foram assinados 3.327 contratos de compra e venda, bem como 2.903 contratos de crédito hipotecário, envolvendo 3.333 e 4.244 imóveis, respectivamente. Estes valores representam uma queda de 5,1% nos contratos de compra e venda e uma subida de 19,0% nos contratos de crédito hipotecário. Em termos anuais, a variação foi de +5,2% e -5,9%, respectivamente.

No que concerne à construção privada, até ao final do período em causa 20.529 fracções autónomas habitacionais estavam em fase de projecto, 9.324 em construção e 1.295 sob vistoria. Havia 351 fracções com licença de utilização, que representavam uma área de construção de 28 mil metros quadrados, bem como 34 fracções autónomas habitacionais com autorização de execução no correspondente a uma área de 1.740 metros quadrados.

 

PREÇO MÉDIO DAS CASAS EM 2017

Península (91.769 patacas) +18,8%

Taipa (115.160) +16,7%

Coloane (128.205) +15,7%

 

S.F.