Seis pessoas, incluindo quatro reincidentes, foram detidas pela PJ, depois de duas delas terem sido interceptadas quando levantavam 12 milhões de dólares de Hong Kong, arrecadados através da falsificação do contrato de compra e venda de uma casa. Quatro já estão em prisão preventiva. Noutro caso, o dono de uma loja de carros foi detido por suspeitas de burla de um banco de Hong Kong, no valor de 17 milhões
Rima Cui
A Polícia Judiciária (PJ) deteve em flagrante dois suspeitos de burla quando estavam a levantar do banco verbas arrecadadas de cerca de 12 milhões de dólares de Hong Kong, em numerário. Mais tarde, foram detidos mais quatro cúmplices, que colaboraram com os referidos suspeitos na falsificação de contrato de compra e venda de uma fracção habitacional e de documentos de identidade.
Com idades compreendidas entre os 24 e 69 anos, quatro dos seis detidos são reincidentes dos crimes de burla e assalto, sendo que se conheceram na prisão, onde planearam o acto criminoso, indicou a PJ.
De acordo com o jornal “Ou Mun”, a PJ descobriu que um dos suspeitos contactou frequentemente a funcionária de um escritório de advogados, em Janeiro deste ano, altura em que lhe pediu o contrato de um apartamento na Taipa. Em Fevereiro, a funcionária despediu-se repentinamente, levantando suspeitas à polícia.
Depois de vários encontros com outro suspeito que estava a cumprir pena de prisão, os dois recorreram a uma mulher do Continente chinês para fingir ser a proprietária da casa e, em meados deste mês, encontraram uma pessoa com vontade de comprar a fracção por 12 milhões de dólares de Hong Kong. Depois de obterem o dinheiro transferido, os dois foram apanhados pelos agentes da PJ.
O caso já está nas mãos do Ministério Público (MP). Em comunicado, o MP afirmou que “face à gravidade do caso e à situação concreta”, o juiz de instrução criminal, sob a promoção do delegado do procurador, impôs aos quatro arguidos a prisão preventiva e aos dois arguidos várias medidas de coacção, nomeadamente a proibição de ausência e apresentação periódica, bem como a prestação de caução.
Nos termos do Código Penal, o crime de burla em valor elevado é punido com pena de prisão de 2 a 10 anos. Em conformidade com o mesmo Código, a falsificação de documento de especial valor é punida com pena de prisão de 1 a 5 anos.
Falsificados documentos para venda de 12 carros
Noutro caso, a PJ deteve o dono de uma loja de venda de carros, um residente de 46 anos, suspeito de ter burlado um banco da RAEHK com um empréstimo em 17 milhões de dólares de Hong Kong.
Para arrecadar o empréstimo de valor avultado, o suspeito aliou-se ao gerente de um estabelecimento do género em Hong Kong, com quem falsificou o documento de transacção de 12 carros de luxo.
O detido poderá ser acusado de burla qualificada e branqueamento de capitais.



