A Casa Amarela vai ser dividida em mais de duas dezenas de fracções para serem arrendadas individualmente, confirmou o proprietário. A nova estratégia poderá concretizar-se dentro de meses, avançou Chan Chak Mo ao Canal Macau

 

Localizado junto às Ruínas de São Paulo, o emblemático edifício conhecido por “Casa Amarela” vai sofrer alterações ao nível da gestão de espaços. A antiga sede do restaurante português “Lusitanos”, que serviu mais tarde de instalações à cadeia de roupa “Forever 21”, aloja actualmente o “Pacific Coffee” e uma pastelaria no rés-do-chão, mas continua com os pisos superiores por ocupar há mais de um ano.

No entanto, Chan Chak Mo, empresário que controla a “Future Bright Holdings”, revelou ao Canal Macau que tem já planos concretos para os espaços em causa. “Estávamos à procura de um único inquilino, o que é bastante difícil de encontrar por causa do tamanho do edifício, que tem cerca de 20 mil pés quadrados. Por isso, decidimos mudar a nossa estratégia”, revelou.

Nesta fase, a empresa está “em conversações com um agente imobiliário, bastante grande”. “Planeamos dividir cada andar, de forma a que possamos acomodar entre 20 e tal a 30 inquilinos. Podem ser lojas muito pequenas, de comidas, lembranças”, disse.

Segundo Chan Chak Mo, a “Casa Amarela” pode também passar a incluir espaços para “venda de brinquedos, ou coisas do género”.

A estratégia poderá materializar-se dentro de meses, diz o empresário, descartando a possibilidade da Direcção dos Serviços de Turismo ser um dos inquilinos. “Penso que não porque eles iriam querer todo o edifício. Não querem um único balcão, ou um piso… Esse é o problema”, indicou.

Chan Chak Mo assegurou ainda que a “Future Bright” está à procura de novas localizações para operações de franchise. A empresa quer novos espaços e, embora tudo dependa das rendas, poderá apostar no segmento do “fast food”. “Estamos interessados nisso, porque é uma moda entre a nova geração. Por isso, pensamos em praças de alimentação e coisas semelhantes. Na realidade, estamos já a falar com o Grand Lisboa Palace para a instalação de uma praça de alimentação lá”, revelou.

A “Future Bright” está também a desenvolver um projecto na Ilha da Montanha – um empreendimento comercial com mais de 50 restaurantes e lojas – que tem sido alvo de várias complicações pois, normalmente, deveria demorar quatro anos a ser construído. As obras foram novamente suspensas este mês devido à qualidade do solo. A empresa quer vender todo ou parte do projecto mas Chan Chak Mo escusou-se a comentar esse eventual negócio.