Hong Kong não entregou às autoridades do Continente o residente de Macau suspeito de ter “hackeado” vários escritórios americanos, assegurou Carrie Lam, manifestando “profundo lamento” pelas alegações dos Estados Unidos

 

A Chefe do Executivo de Hong Kong negou categoricamente as recentes alegações constantes num relatório do Departamento de Estado norte-americano, segundo as quais Carrie Lam teria recusado entregar um fugitivo aos EUA seguindo instruções de Pequim. A líder do Governo da antiga colónia britânica veio agora negar a entrega de qualquer fugitivo ao Governo Central Chinês – depois dos EUA terem afirmado que Pequim pedira a Hong Kong para colocar o indivíduo, natural de Macau, sob custódia do país.

Iat Hong foi detido em finais de 2016 em Hong Kong, onde aguardava pelos trâmites de extradição que, segundo os EUA, foi rejeitada por indicações de Pequim após 10 meses de negociações.

Num comunicado enviado à imprensa, Carrie Lam manifestou “profundo lamento” face ao conteúdo e às alegações no relatório do Departamento de Estado norte-americano, noticiou o “South China Morning Post”.

O documento de Washington não avança muitos detalhes mas aponta que o detido, “hacker”, teria sido colocado sob custódia das autoridades do Continente chinês sob o pretexto de que Pequim estaria a “acompanhar uma acção criminal separada”.

Contudo, a versão do Governo de Hong Kong difere. “Actualmente, não há qualquer acordo entre Hong Kong e o Continente chinês em termos de entrega de fugitivos”, garantiu o gabinete de Carrie Lam. “Nesse sentido, não foi acordada nenhuma entrega de fugitivo com o Continente. O Governo de Hong Kong acompanha quaisquer movimentos de entrada e saída de pessoas de Hong Kong de acordo com as leis da região”, acrescenta.

 

C.A.