Com cada vez mais pessoas de outras nacionalidades na RAEM, muitas sofrem de grandes constrangimentos, como espaços reduzido para viver, problemas emocionais e stress no trabalho, sublinha Paul Pun, advertindo que essas situações podem originar facilmente casos de explosão de emoções negativas. Nesse sentido, o secretário-geral das Caritas pediu ao Governo para criar um centro dedicado à prestação de apoio a essas pessoas

 

Rima Cui

 

Tendo em conta que recentemente têm acontecido muitos casos de conflitos físicos e até esfaqueamento, entre estrangeiros que vivem em Macau, o secretário-geral da Caritas entende que, apesar desses casos não serem comuns, importa tomar medidas. Na sua opinião, com o aumento contínuo dos trabalhadores não residentes (TNR), o Governo deve criar um centro de serviços de apoio para ajudar os estrangeiros a resolver as dificuldades encontradas na vida ou no trabalho, atenuando os conflitos.

Paul Pun sublinhou que a Caritas tem estado muito atenta aos conflitos que envolvem pessoas de outras nacionalidades, mas o fenómeno reflecte o estado de sobrevivência desses trabalhadores. “Há muitos empregados estrangeiros, que moram em espaços muito pequenos, têm dificuldades de aliviar o stress do trabalho. Caso não consigam participar em actividades ou conversar com outros, é fácil as emoções negativas explodirem rapidamente e os resultados podem ser graves”, alertou, em declarações ao jornal “Ou Mun”.

Para além disso, revelou que a linha de atendimento “Esperança na Vida” da Caritas tem recebido frequentemente pedidos de ajuda por parte de estrangeiros.

Já o Centro “WelAnser”, também da Caritas, estendeu os serviços dos TNR às pessoas de nacionalidade não chinesa que permanecem no território legalmente, destacando voluntários para ouvirem as dificuldades de vida dos utentes.