Luís Miguel Manhão Sou vai apresentar 40 fotografias que captam uma Macau que um dia poderá já não existir, visto que “há ruas que estão sempre a ser renovadas”. O objectivo é evitar que as pessoas esqueçam a realidade como a conhecemos hoje

 

Inês Almeida

 

A Macau que existe hoje pode desaparecer mas Luís Miguel Manhão Sou quer assegurar que a realidade como a conhecemos actualmente é preservada. A exposição que estará patente no “MMA Studio”, na Barra, entre sexta-feira e o dia 20 de Julho é composta por 40 fotografias. “Elas mostram a cidade de Macau, o dia-a-dia, como as pessoas vivem, os seus movimentos, o aspecto depois do trabalho. São fotografias de rua”, explicou o fotógrafo em declarações à TRIBUNA DE MACAU.

“É nesse sentido que vão as minhas fotografias. Queria captar momentos que agora vivemos e, talvez, pormenores pelos quais passamos todos os dias mas nem sequer reparamos e que, um dia, podem desaparecer”, frisou Luís Miguel Manhão Sou. “Um dia, esses momentos podem desaparecer, como essa rua ou essa pessoa, o movimento ou a actividade que está a praticar e, talvez, as pessoas se vão esquecer. Então, as fotografias documentam esses momentos”.

A título de exemplo, o fotógrafo apontou: “há ruas em Macau que estão sempre a ser renovadas”.

Num comunicado o artista refere que “numa cidade cheia de luxo e atracções”, queria “demonstrar o que está a acontecer nos bastidores e captar coisas que um dia vão desaparecer e ninguém vai reparar”. Assim, surgiu a exposição “Atrás da Cena”.

“Quando a maioria de nós está a tentar ganhar a vida, podemos perder-nos e focar-nos apenas em ganhar dinheiro e esquecer as pequenas coisas que vão mudando”, lê-se no mesmo documento. Tirar fotografias permite “fazer uma pequena pausa para apreciar as pequenas coisas que estão a acontecer neste momento”.