Ainda estão a decorrer negociações com companhias aéreas e agências de viagens da China, no entanto, a CAM deseja que até ao final do próximo ano possam ser lançados “charters directos” entre Macau e Lisboa. Muitos factores pesam na balança, ressalvou Eric Fong, responsável da CAM, à TRIBUNA DE MACAU. Ontem, a AirAsia lançou ligações directas entre Macau e Kota Kinabalu, na Malásia
Rima Cui
A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) ainda está em negociações com várias companhias aéreas, mas o grande objectivo é concretizar voos directos entre a RAEM e Lisboa. A TAP é uma das companhias que estão a ser contactadas.
Devido a certas restrições, não existem condições para avançar com o plano ainda este ano, explicou à TRIBUNA DE MACAU o director do departamento de marketing da CAM, ao revelar que a companhia mantém contactos com várias agências de viagens da China Continental com vista a lançar voos “charter” entre Macau e a capital portuguesa, na melhor das hipóteses até ao final do próximo ano.
Mesmo assim, atendendo ao decorrer das negociações, o responsável não arrisca dar garantias fixas sobre esse plano.
Por outro lado, à margem do voo inaugural para Kota Kinabalu, o director de Marketing afirmou que a entrada em funcionamento há quase duas semanas da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau ainda não causou um impacto evidente nas operações do Aeroporto Internacional de Macau, não havendo sinais de perda de passageiros para aeroportos vizinhos.
“Desde a abertura da ponte, o número de passageiros do aeroporto subiu 18% face ao mesmo período do ano passado e a saída de voos aumentou 13%”, apontou Eric Fong.
Para o mesmo responsável, será preciso aguardar entre três meses e meio ano para avaliar o impacto da ponte nas operações do aeroporto. De qualquer modo, prevê que o fluxo de passageiros do aeroporto mantenha um nível “ideal” em Novembro e Dezembro.
Recorde-se que o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego adiantou já ter sido assinado um acordo com Hong Kong para a disponibilização de autocarros transfronteiriços, que ligam directamente a cidade de Macau e o Aeroporto Internacional de Hong Kong, com cerca de 40 saídas por dia.
O director do departamento de marketing da CAM afirmou à TRIBUNA que neste momento é difícil avaliar eventuais mudanças, mas sublinhou que cada moeda tem duas faces. “Para muitos turistas do Continente, o acesso ao nosso aeroporto é muito fácil, por isso, gostam de o usar. Actualmente, o número dos voos que ligam Macau e cidades do Continente aumentou 30%. Estamos confiantes no alargamento da oferta de rotas”. realçou.
Eric Fong indicou também que continua a discutir com a Turkish Airlines e a Qatar Airways a abertura do voos para a RAEM. No entanto, ainda não houve avanços.
Segundo o mesmo responsável, a CAM comunicou com a Turkish Airlines em Março e Abril, tendo pelo menos chegado a um consenso sobre os horários de descolagem e aterragem dos voos e que devem corresponder aos requisitos da parte turca. No entanto, devido a factores externos com que a Turquia se tem confrontado, ainda não foi acertado um calendário para concretizar o referido plano. A CAM espera que isso possa acontecer no próximo ano.
Por outro lado, depois do tufão “Hato”, o Aeroporto Internacional de Macau garantiu ter actualizado integralmente todas as instalações para fazer face às situações urgentes, incluindo a introdução de três grupos do sistema emergente de gerador de electricidade. Estas instalações acabaram de passar o teste e entraram em funcionamento oficialmente, segundo o Aeroporto.
Inaugurado voo para Kota Kinabalu
Desde ontem, a RAEM e Kota Kinabalu, na Malásia, estão ligadas por voos directos da AirAsia, oferecendo uma viagem diária às segundas, quartas, sextas-feiras e aos domingos. Esta é a segunda rota aérea entre Macau e a Malásia.
Celia Lao, CEO da AirAsia para Macau e Hong Kong, enfatizou que desde há 14 anos, altura em que abriram os voos directos entre Macau e Kuala Lumpur, já foram contabilizados três milhões passageiros nessa rota.
Nos primeiros três trimestres deste ano, o número de passageiros do aeroporto de Macau que voaram para o Sudeste Asiático subiu 11%, face ao período homólogo de 2017.




