A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) está a discutir com duas companhias a possibilidade de operarem voos de ligação directa entre a RAEM e a capital portuguesa. Por outro lado, a CAM garante que a expansão do terminal de passageiros para Norte ficará concluída ainda este ano. A expansão para Sul ainda não tem calendarização
Inês Almeida
A possibilidade de virem a ser operados voos directos entre a RAEM e Lisboa faz parte da agenda Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM). Já “estamos a falar com algumas companhias mas há limitações e regras a cumprir, por isso, ainda é cedo para divulgar mais detalhes”, adiantou ontem Eric Fong, director do departamento de marketing da empresa.
“As companhias aéreas [para planear esta rota] também têm de dar informações muito detalhadas, por isso, estamos à espera”, apontou o mesmo responsável.
A CAM está a dialogar com duas transportadoras aéreas, uma chinesa e uma internacional, que prefere ainda manter secreta a sua identidade. “Ainda não é a altura certa de divulgar o nome”, frisou Eric Fong.
O director do departamento de marketing da CAM acredita que é “cedo” para avançar com um prazo para o início da operação destas rotas. “Se já estivesse tudo pronto, daqui a uns meses seria possível [começar a operar], mas ainda estão a ser organizadas algumas coisas”.
Em Setembro de 2015, a Air Macau também revelou que estava a analisar com a Air China o eventual lançamento de voos directos entre a RAEM e a capital portuguesa, não tendo ficado definido, no entanto, um calendário.
Apesar da ligação entre o território e Lisboa ainda ser uma incógnita, os voos directos da China para Portugal deverão arrancar em Junho, com três a quatro frequências por semana, segundo está definido num protocolo assinado entre o Turismo de Portugal e o grupo HNA.
A Capital Airlines, subsidiária da Hainan Airlines também tinha manifestado a intenção de explorar serviços aéreos regulares na rota Hangzhou-Pequim-Lisboa, com duas ligações semanais, apesar de nunca ter sido avançada uma data de início.
Na conferência de imprensa sobre o desenvolvimento do marketing e infra-estruturas da CAM, Sandro Kou, director do departamento dessa área, garantiu que ainda este ano ficará concluída a expansão do terminal de passageiros para Norte.
Esta infra-estrutura será composta por um edifício de quatro andares com uma área de 14.000 metros quadrados. A capacidade de recepção do aeroporto deverá, assim, ascender para entre 7,5 e 7,8 milhões de passageiros. Os trabalhos de expansão vão abranger a zona de espera dos passageiros, a área comercial e de escritórios.
Com a expansão para Sul, que ainda não tem data prevista de conclusão por ainda se encontrar numa fase de planeamento, o aeroporto terá capacidade para receber entre nove e 10 milhões de passageiros por ano.
A execução do Plano Geral do Aeroporto, recentemente actualizado, está orçada em 248,3 milhões de patacas.
Por outro lado, nos planos da CAM para este ano está também uma melhoria ao nível do piso das pistas de aterragens, substituindo-se a “superfície dura” por uma mais mole. Para tal, será necessário efectuar trabalhos de construção durante o período nocturno.
Entre os objectivos para o próximo ano, a CAM destacou ainda a intenção de aumentar a frequência das rotas já existentes e continuar a lançar novos destinos.
Neste campo, a Spring Airlines vai lançar a rota Macau-Harbin com três voos por semana, no final de Fevereiro, a Vietnam Airlines já confirmou a abertura de ligações para Danang e Hanói no primeiro trimestre. A Tiger Air Taiwan vai ligar a RAEM a Taichung, em Março, e a Royal Flight Airlines voltará a lançar “charters” entre o território e Moscovo, em Maio.



