Guan Shang
Guan Shang

O Centro UNESCO exibe a partir de amanhã mais de 30 obras da caligrafia moderna de Chen Qiuzhi que consegue também ser “perigosa, estranha e única”

 

Zhi Yu Tian Xia Xian

Terra de Bondade

Mais de 30 obras de caligrafia moderna de Chen Qiuzhi poderão ser visitadas a partir de amanhã na sala de exposições e sala polivalente do Centro UNESCO. Organizada pela Fundação Macau (FM), a mostra visa “promover o intercâmbio cultural e artístico entre Macau e o Interior da China e dinamizar a atmosfera cultural do território”.

A “Arte de Caracteres de Chen Qiuzhi – Tinta e Natureza” estará patente até sábado, divulgando as criações do artista nascido em 1965, na província de Anhui, onde começou a aprender desde criança a escrita regular com o seu pai.

Chen Qiuzhi usa elementos da caligrafia tradicional como orientação e a beleza da estrutura dos caracteres chineses como base, recorrendo também à tinta e artes modernas para explorar em profundidade o conteúdo da escrita selecionada.

As suas obras, baseadas numa conotação cultural profunda e ricamente expressa em caracteres, palavras e frases, mostram as ideias e os pensamentos artísticos do criador. Segundo a FM, a disposição da escrita de Chen Qiuzhi é “perigosa, estranha e única”, mas sempre revelando uma certa “confiança no que escreve, nos traços e na tinta que se reorganizam repetidamente conforme a mente”.

Tudo junto, o artista cria uma peça que transmite “um efeito artístico de liberdade e satisfação, que muitas vezes nem sequer é o esperado, sendo mesmo por vezes aleatório e cheio de espiritualidade”.

No início dos anos 1990, Chen Qiuzhi foi estudar pintura a óleo para Shenzhen, onde começou a dar os primeiros passos no mundo da arte ocidental. Em 2006, para divulgar a cultura clássica chinesa e exibir a estética tradicional chinesa, construiu o Centro Artístico da Montanha Taiyang de Shenzhen, renovando uma casa velha existente na Aldeia de Dafen, Shenzhen.

Por essa altura, retomou o pincel e o papel de arroz que tinha, entretanto, abandonado por mais de uma década no seu espaço de construção para se dedicar a explorar o “encanto” dos caracteres chineses. As suas obras são, a maior parte das vezes realizadas em tamanho grande, num estilo “majestoso e inspirador”, sendo reconhecidas como “escrita exaltada”.

 

C.A.