Entre o ano passado e Abril deste ano, mais de 4.500 cães foram registados pela primeira vez e 9.300 viram as licenças ser renovadas. Segundo o IACM, registou-se um decréscimo de 26% dos casos de entrega voluntária de cães ao organismo nos primeiros quatro meses de 2018, perante o período homólogo de 2017

Nos primeiros quatro meses deste ano, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) registou uma diminuição de 26% dos casos de entrega de cães, devido a dificuldades em cuidar dos animais, face ao mesmo período do ano passado, revelou Albino de Campos Pereira, chefe dos Serviços de Inspecção e Sanidade, à margem do Carnaval dos Cães 2018, realizado sábado na Rotunda do Estádio da Taipa.

Desde o ano passado até Abril deste ano, o IACM emitiu 4.500 licenças de primeiro registo de cães e 9.300 foram renovadas. Do total, 52% dos cães foram esterilizados, afirmou o mesmo responsável, associando essas situações ao resultado do prolongamento do prazo de validade da licença de cães até três anos e à redução de um terço das taxas para o pedido de licença para cães esterilizadas, conforme estipula a Lei de Protecção dos Animais que entrou em vigor em Setembro de 2016.

Mesmo assim, o IACM alertou que, ao longo do último ano, detectou muitas situações em que os donos de animais não cumpriram os deveres, incluindo 673 casos em que os animais foram criados sem licença e 331 levados para a rua sem trela.

Dados do Canil Municipal indicam que até final de Abril, o IACM abateu 41 cães e oito gatos, mais três cães e mais sete gatos do que no mesmo período de 2017.

Na vertente positiva é de salientar que foram adoptados mais 20 gatos do que no período homólogo de 2017, num total de 51. No caso dos cães, houve um decréscimo de 68 para 43. 

R.C.