A PJ deteve quatro pessoas suspeitas de burla com recurso a falsas trocas de dinheiro. Um dos detidos confirmou mesmo às autoridades a existência de uma aplicação móvel que envia confirmações fictícias de transferências bancárias às vítimas. Noutro caso, um ladrão foi interceptado por roubar roupa no COTAI para vender no Continente
A Polícia Judiciária (PJ) divulgou ontem dois casos de troca de dinheiro e burla, que terminaram na detenção de quatro detidos, todos provenientes da China Continental.
De acordo com o porta-voz, num dos casos, uma mulher do Continente terá pedido ao suspeito para trocar 57 mil dólares de Hong Kong para renminbis, que seriam depositados na sua conta bancária.
Segundos depois, a vítima recebeu uma mensagem do banco a confirmar a transferência, mas mais tarde percebeu que o dinheiro não deu efectivamente entrada na conta. O caso terá ocorrido em Janeiro e um dos suspeitos foi recentemente detido nas Portas do Cerco, estando outro a monte.
Outro caso com contornos semelhantes levou outros dois indivíduos à esquadra, depois de terem burlado outra mulher em cerca de 59 mil dólares de Hong Kong.
Após o interrogatório, um dos detidos admitiu usar uma aplicação de telemóvel que envia mensagens falsas para o telemóvel das vítimas, informando que a transacção bancária foi efectuada com sucesso. Deste modo, os lesados não suspeitam do esquema e de que estão a ser enganados.
Roubo para “revenda” na China
Noutro caso, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) deteve no posto fronteiriço das Portas do Cerco um indivíduo residente da China Continental, suspeito de vários furtos em lojas de vestuário do COTAI.
O homem, que já estaria debaixo de olho das autoridades desde Fevereiro, estava na posse de um alicate, ferramenta que admitiu usar para cortar os alarmes das peças de roupa furtadas.
O quinquagenário furtava o vestuário em Macau e seguia para o Continente chinês, onde vendia as peças. Terá causado um prejuízo total de 15 mil patacas em várias lojas, segundo as autoridades.
L.F./R.P.



