Uma mulher do Continente recebeu 4,2 milhões de renminbis para um suposto investimento numa sala VIP, porém, confessou que era tudo mentira e perdeu o dinheiro no jogo
Liane Ferreira
Um homem alegadamente vítima de burla entregou pessoalmente à Polícia Judiciária (PJ) a suspeita do crime, que encontrou por acaso no Aeroporto Internacional de Macau.
De acordo com o queixoso, a mulher, de 40 anos e oriunda da China Continental, garantiu-lhe que a sua família era sócia de uma sala VIP de um casino, para o convencer a investir naquele espaço de jogo. Em troca, o homem receberia todos os meses 5% do valor investido.
O lesado, também do Continente Chinês, entregou 4,2 milhões de renminbis à suspeita e nos primeiros cinco meses ainda recebeu algum dinheiro prometido, porém, desde então a suspeita cessou os pagamentos.
Na terça-feira, ao final do dia, o queixoso encontrou, por acaso, a suspeita no Aeroporto e entregou-a às autoridades. Segundo a polícia, a mulher admitiu que nem ela nem a família eram sócias numa sala VIP. Além de mentir, perdeu todo o dinheiro no jogo, segundo declarou.
Relativamente aos montantes que ainda chegou a pagar à vítima, explicou que tal deveu-se à maré de sorte inicial nas mesas de jogo. Depois, começou a perder e nunca mais recuperou.
Dinheiro do patrão
perdido no jogo
Um residente da China Continental de 29 anos, trabalhador de uma sala VIP, foi detido pela PJ por simulação de crime, depois de ter gasto o dinheiro que seria destinado a um cliente da sala.
Segundo as informações policiais, o patrão do suspeito mandou-o entregar 1,2 milhões de dólares de Hong Kong a um cliente num casino, porém, o jogador não apareceu no local combinado. O suspeito aproveitou então para apostar ele próprio nas mesas de jogo, mas perdeu tudo e, como não conseguia devolver o dinheiro, resolveu apresentar queixa de furto à PJ.
Às autoridades contou que teria sido assaltado em Coloane, incluindo outros factos que não convenceram e levaram a que facilmente fosse descoberta a mentira.
O caso já foi entregue ao Ministério Público.
Perseguição em frente à esquadra
Na noite de terça-feira, os agentes da PSP no Comando Nº3 foram surpreendidos por um homem a ser perseguido por um casal, em frente à esquadra. Vieram a descobrir que o fugitivo era suspeito do furto de fichas avaliadas em 6.700 dólares de Hong Kong. Segundo as autoridades, uma responsável das relações públicas do casino detectou o indivíduo a roubar as fichas de outro jogador e começou a correr atrás dele, enquanto gritava “ladrão”. Um segurança do casino ouviu e juntou-se à correria. Após a detenção, a polícia constatou que o suspeito esteve envolvido em dois casos de furto, em Janeiro deste ano, e estava proibido de entrar na RAEM. Para além disso, o carimbo e cartão de entrada no território eram falsificados, tendo custado 50 e 100 renminbis, respectivamente. Quanto à entrada ilegal de barco, foi o aspecto mais caro deste “pacote de viagem ilícito”: custou 4.000 renminbis.




