Despedido agente do CPSP que ficou com fichas de jogo
O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) concluiu os procedimentos disciplinares envolvendo um agente que, além de ter entrado num casino, também se apropriou de fichas de jogo abandonadas em cima de uma mesa. O caso aconteceu em Março do corrente ano, mas o detentor das fichas não quis apresentar queixa junto da polícia nem procedimento criminal. No entanto, o CPSP sublinhou que atribui grande importância à violação das normas de interdição de entrada nos casinos por parte do seu pessoal, pelo que prometeu aplicar uma sanção, independentemente do desinteresse da vítima no procedimento criminal. A decisão final de despedimento foi oficializada a 21 de Novembro e ontem publicada na página oficial do Secretário para a Segurança. Logo após o caso, o comando do CPSP deu instruções a vários departamentos no sentido de que, salvo nos casos em que foram legalmente autorizados, os agentes policiais devem obedecer rigorosamente às normas de interdição de entrada nos casinos. Além, disso, exigiu às chefias que advirtam os agentes para se comportarem correctamente e cumprirem a lei.
Julgamento de John Mo começa a 25 de Janeiro
John Mo, antigo director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, vai começar a ser julgado no dia 25 de Janeiro, avançou a TDM Rádio Macau. Para além do académico, que está acusado de um crime de violação na sequência de uma queixa apresentada por uma estudante universitária, o caso envolve mais dois arguidos. Estes estão acusados de violação e omissão. Note-se que o crime de violação é punível com pena entre três a 12 anos de prisão. John Mo foi detido a 26 de Junho pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva, tendo a acusação sido deduzida dentro do prazo previsto. O caso terá ocorrido num “local de entretenimento” e à frente de três testemunhas, supostamente funcionários de instituições de ensino superior, segundo noticiou no verão o jornal “Macau Times”. Na semana em que se registou a detenção, a Universidade de Macau afirmou que o caso não ocorreu no campus da instituição e anunciou a demissão do académico, que dirigia então a Escola de Pós-Graduação.



