O Corpo de Bombeiros (CB) foi chamado a responder a 40.887 incidentes nos primeiros nove meses deste ano, número que traduz um acréscimo de 5% ou 1.948 casos face a igual período de 2023, anunciou ontem a corporação. Entre Janeiro e Setembro, as viaturas dos Bombeiros saíram 680 vezes para operações de combate a incêndios, o que representa um aumento de 47 casos ou 7,42% em comparação com o período homólogo do ano anterior. No entanto, em 554 casos (81,47% do total) não foi necessário o uso de mangueiras. Segundo o CB, as principais causas dos incêndios incluíram o “esquecimento de desligar os fogões”, “curto-circuito das instalações eléctricas”, “queima de incensos e velas/papéis votivos”, “chamas não totalmente extintas” e “falhas mecânicas/de equipamentos”, envolvendo 452 casos, ou 66,47% do total. No período em análise, registaram-se 34.124 saídas de ambulâncias, ou seja mais 2.131 ou 6,66% do que nos primeiros nove meses de 2023. Esta variação deveu-se principalmente ao aumento dos casos de “leve indisposição”, como tonturas ou dores de cabeça, entre outras situações. Por isso, o CB voltou a sublinhar que os recursos de ambulâncias são “preciosos e limitados”, pelo que importa prevenir a utilização abusiva desses serviços. Os dados estatísticos indicam, por outro lado, que as operações de salvamento (1.337 casos) e os serviços especiais (4.746 casos) registaram descidas anuais de 3,67% e 3,63%, respectivamente. Entre Janeiro e Setembro, o CB efectuou 79 simulacros de evacuação e de incidentes, com a participação de 14.891 pessoas.



