Devido à pressão elevada no pessoal, o Corpo de Bombeiros tenciona recrutar 100 “soldados da paz” no próximo ano, mais 50 do que acontece normalmente. À TRIBUNA DE MACAU, a corporação adiantou ainda que adquiriu 11 ambulâncias novas, que vão entrar em funcionamento em 2019. Actualmente, os Bombeiros contam com 1.309 elementos, mas a estrutura permite 1.589
Rima Cui
O Corpo de Bombeiros (CB), que recruta normalmente 50 bombeiros por ano, pretende contratar 100 no próximo ano, devido ao desenvolvimento acelerado da sociedade e à pressão elevada sobre os recursos humanos, avançou o organismo à TRIBUNA DE MACAU. O plano ainda terá de ser aprovado pelo departamento de recrutamento de pessoal das Forças de Segurança, ressalvou.
Segundo o CB, neste momento, existem 1.309 “soldados da paz” em todas as unidades, mas a estrutura contempla um total de 1.589 vagas.
Além disso, o Corpo de Bombeiros comprou este ano 11 ambulâncias e renovou algumas ferramentas de resgate, medidas tomadas com base nas conclusões de um grupo exclusivo da corporação, criado para estudar equipamentos avançados usados noutros países e regiões do mundo. Os veículos importados provêm principalmente da Europa e estão em processo de testes para entrar ao serviço no próximo ano.
O CB assegurou que tem dado muita importância à aquisição e renovação dos veículos de resgate, fazendo análises constantes, consoante as mudanças na cidade.
Recorde-se que, em Janeiro deste ano, a corporação pretendia mobilizar seis ambulâncias e 75 bombeiros para o posto instalado junto à fronteira da Ponte do Delta. No entanto, de facto, em Março, para além dos 75 “soldados da paz”, acabaram por ser enviadas 12 ambulâncias para o novo posto.
Relativamente ao término da construção do novo acesso fronteiriço entre Guangdong e Macau (Posto de Qingmao), o CB planeia criar um posto operacional para prestar serviços de resgate naquela zona.
300 denúncias sobre segurança contra incêndio
Na mesma resposta a este jornal, o CB revelou que tem registado cerca de 300 denúncias por ano sobre segurança contra incêndios. Apesar de não terem sido descobertas zonas alvo de denúncias frequentes, os problemas de segurança contra incêndios acontecem normalmente em edifícios habitacionais. “Geralmente, envolvem o congestionamento da saída de emergência por objectos, o mau fecho das portas corta-fogo e avarias da iluminação de saída”, especificou.
Até Outubro deste ano, os Bombeiros procederam a 844 acções de inspecção às construções habitacionais, incluindo 451 em edifícios habitacionais altos. Além disso, realizaram 87 testes de incêndio em elevadores, para garantir que o acesso rápido aos locais em causa. Já os elevadores normais são fiscalizados pelos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes.
Depois das inspecções, o Corpo de Bombeiros notifica as administrações dos prédios sobre os problemas detectados e emite notas de correcção. Ao mesmo tempo, encaminha por escrito esses casos para os organismos competentes para um maior acompanhamento. Porém, o CB recorda que não é responsável pela punição dos infractores.
Segundo a corporação, o trabalho de revisão do Regulamento de Segurança contra Incêndios já está em fase de procedimentos legislativos. Numa resposta ao deputado Lei Chan U, o Gabinete do Secretário para a Segurança revelou mesmo que essa proposta de revisão já foi entregue ao Conselho Executivo.
Beatas de cigarro causaram pelo menos 28 incêndios
A Polícia Judiciária (PJ) alertou ontem para o facto de terem sido registados recentemente muitos casos de incêndio causados por beatas de cigarro. Para as autoridades, essa postura é reflexo da falta de consciência dos cidadãos. Até ontem, a PJ tratou 28 casos de incêndio provocados por esse comportamento, dos quais seis só foram notificados 20 dias após a ocorrência. Os infractores arriscam uma pena máxima de oito anos de prisão.



