Os lesados do caso do “Pearl Horizon” pediram ontem ao Banco da China a suspensão temporária do pagamento dos empréstimos, durante este período de pouca clareza sobre o futuro. No encontro, o banco terá manifestado abertura sobre essa possibilidade. Segundo o representante dos compradores, algumas pessoas conseguiram suspender o pagamento, de forma legal, há um ano

 

Rima Cui

 

Cerca de 20 compradores do “Pearl Horizon” reuniram-se ontem com representantes do Banco da China, para pedir a suspensão do pagamento dos empréstimos. Depois do encontro, Kou Meng Pok, presidente da Associação dos Compradores do “Pearl Horizon”, disse aos jornalistas que o banco mostrou uma atitude aberta quanto a essa hipótese.

“Até hoje, 3.000 lesados do caso do Pearl Horizon ainda estão a pagar por ar. Agora a situação é muito urgente, por isso, o banco, sendo uma das três partes que nos incentivaram a comprar as fracções, tem de assumir a responsabilidade, tratando este caso especial com um  método específico. É de salientar que nós não estamos a pedir para deixar de pagar os empréstimos para sempre, apenas uma suspensão temporária, até o assunto vir a ter contornos mais claros. Depois voltaremos a pagar”, assegurou o presidente da associação.

Segundo Kou Meng Pok, alguns compradores do mesmo lote já suspenderam o pagamento de empréstimos há um ano, de forma legal, por isso, a associação espera que o tratamento seja justo e igual para todos.

O mesmo representante afirmou que a associação está a elaborar uma declaração com as bases para o pedido, para ser entregue ao banco nos próximos dias, para que a instituição discuta a questão com a Autoridade Monetária e a Polytec.

Frisando que o Chefe do Executivo instruiu um grupo abrangendo três secretariados para tratar o caso do “Pearl Horizon”, Kou Meng Pok apelou ao Secretariado para a Economia e Finanças para mostrar maior preocupação com os lesados.

Em Agosto de 2016, cerca de três dezenas de compradores do “Pearl Horizon” reuniram-se em frente ao Banco Tai Fung, instando o banco a isentar os compradores do pagamento de juros dos empréstimos que obtiveram, levando à intervenção do Corpo de Polícia de Segurança Público, pois o protesto não tinha sido autorizado pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

Em Dezembro do mesmo ano, a associação ameaçou que 300 pessoas deixariam de pagar os empréstimos ao banco. Em reacção, a Associação de Bancos exortou os compradores a serem razoáveis, pois os bancos já concederam juros mais baixos aos compradores para reduzir as despesas. Nessa altura, a banca advertiu que poderia seguir a via judicial, em caso de falta de pagamento das prestações.